Marília

Troca do gramado do Abreuzão pode chegar a quase R$ 5 milhões e tem disputa jurídica

Qualidade do produto ofertado seria inferior ao solicitado e previsto no edital (Foto: Reprodução)

Considerada a princípio a empresa vencedora do edital nº 014/2022 para substituição do gramado natural pelo sintético do Estádio Bento de Abreu Sampaio Vidal, a Green Engenharia em Revestimento de Alto Desempenho luta para que a primeira decisão seja mantida.

A licitante apresentou recurso no processo licitatório diante da determinação da Comissão Permanente de Licitação de desclassificá-la por supostas irregularidades encontradas em diligências realizadas pela arquiteta Juliana Sabatini, responsável por análises técnicas.

De acordo com a profissional, que visitou locais onde a interessada já havia prestado serviços semelhantes, a qualidade do produto ofertado seria inferior ao solicitado e previsto no edital.

Em uma reviravolta no certame, portanto, mesmo apresentando a proposta de menor valor global – de R$ 3.176.100,00 -, a Green Engenharia foi desabilitada da concorrência pública.

A segunda colocada – Soccer Grass Assessoria e Empreendimentos Esportivos -, então, passou para o primeiro lugar, com a estimativa total de gastos de R$ 4.873.000,00. 

RECURSO

A Green considerou a decisão “arbitrária e irregular” em sua manifestação de recurso disponibilizada nesta terça-feira (13). De acordo com a empresa, a Comissão de Licitação teria “atropelado” etapas do edital.

Ainda segundo o documento, as diligências deveriam “se abster às exigências contidas no instrumento convocatório, sob pena de tornar-se arbitrária e desarrazoada, criando embaraços e prejuízo ao princípio da competitividade.”

A licitante acredita que foi isso o que aconteceu. “A comissão efetuou duas diligências e não encontrou qualquer mácula nos serviços de engenharia (implantação do gramado sintético), contudo, em seu relatório, ocultou a visita realizada na ‘Arena Belletti’ e tergiversando das exigências contidas no instrumento convocatório, emitiu juízo de valor sobre a qualidade do produto de apenas um dos locais, utilizando tal achado como justificativa para ‘desclassificar’ a proposta comercial mais vantajosa”, consta no texto.

Ao invés de conferir a habilidade técnica do profissional e a capacidade de execução do objeto, a comissão teria, na análise do recurso, se debruçado sobre a qualidade do produto, “sendo atribuição a ser delegada ao fiscal/gestor”. Dessa forma, a empresa alega que tal análise teria sido antecipada e, portanto, não deve ser mantida.

Samantha Ciuffa

Recent Posts

Mortes por acidentes de trabalho mais que triplicam em Marília no último ano

Acidente com morte em Marília no ano de 2024; em 2025 números aumentaram 250% nas…

3 horas ago

Prefeitura inicia revitalização do estádio Pedro Sola em Marília

Espaço antes tomado pelo mato agora está limpo novamente (Foto: Divulgação) O estádio varzeano Pedro…

3 horas ago

Água: o hábito de cuidar desse recurso essencial começa em casa e gera grande economia

O desperdício, nem sempre está associado a grandes excessos. Muitas vezes, ele surge de situações…

3 horas ago

Reforma da USF Aeroporto garante nova estrutura e mais cuidado, diz Danilo

"É uma alegria enorme ver que a Saúde hoje é tratada como prioridade. A reforma…

3 horas ago

MAC desperdiça pênalti e empata sem gols com o Paulista no Abreuzão

Disputa de bola alta no primeiro tempo da partida (Foto: Matheus Dahsan/Assessoria Imprensa MAC) O…

11 horas ago

Marília perde o corretor José Pedro Moreira, inspiração para o setor imobiliário

José Pedro faleceu ontem, sexta-feira, dia 30 de janeiro de 2026, e o seu sepultamento…

20 horas ago

This website uses cookies.