Polícia

‘É um milagre’, diz pai da menina de 13 anos que caiu de viaduto em Vera Cruz

Ana Júlia, de 13 anos, ao lado do pai, o servente Alex; recuperação é comemorada (Foto: Arquivo Pessoal)

Ana Júlia Moreira Novaes, de 13 anos, vítima de um acidente após cair de um viaduto em Vera Cruz, passou bem pelas cirurgias. Ela tem fraturas de fêmur nas duas pernas, mas respira sem ajuda de aparelhos. “É um milagre ela ter sobrevivido. Eu achei que minha filha não ia conseguir”, admite o servente de pedreiro Alex Carvalho Novaes, de 40 anos, pai da adolescente.

Em entrevista ao Marília Notícia, na manhã desta sexta-feira (4), ele comemorou o fato da filha ter “aberto os olhos” e reconhecer as pessoas. Disse ainda que, embora ainda não consiga falar devido à sedação e à inflamação na garganta, os exames neurológicos indicam que não há consequências neurológicas relevantes.

A reabilitação motora, porém, deverá ser lenta. Não há previsões, apenas torcida para que a estudante não tenha nenhuma sequela e recupere integralmente seus movimentos. Ela continua internada no Hospital das Clínicas (HC) de Marília.

MENOS JULGAMENTO

Ana Júlia foi vítima de um grave acidente na noite de terça-feira (1º). A adolescente caiu de um viaduto após se desequilibrar do parapeito, onde estaria sentada. Testemunhas relataram que ela tentava tirar uma selfie, o que gerou julgamentos nas redes sociais e entristeceu Alex.

“Ana Júlia está no oitavo ano, é estudiosa, não dá trabalho, só orgulho. Sempre ensinei meus filhos serem contra o bullying. Não fazem isso com ninguém; não vou deixar que façam com ela”, disse o pai.

O servente contou ainda que tem outra filha de sete anos e um menino, de apenas dois. Ele se preocupa com o julgamento sobre a selfie, mas diz que agora o mais importante é alimentar a família e ver Ana Júlia em pé novamente.

“Ensino eles [filhos] a terem cuidado sempre, mas tudo mundo sabe como são crianças, adolescentes. Falo para ficar longe de violência, de perigo, mas tem que saber se defender. É minha filha. Eu brigo por eles. As pessoas não sabem o que estamos passando”, afirmou.

Alex, que trabalha como servente e está aprendendo a profissão de pedreiro, relatou que a situação de Ana Júlia o impede de trabalhar há vários dias.

“Está difícil. Minha esposa também tem problema de saúde, não pode trabalhar. Eu sou autônomo. Já que estão tão preocupados com a Ana Júlia, ao invés de julgar, as pessoas poderiam nos ajudar. Eu aceito de coração”, disse o servente.

Interessados em contribuir podem entrar em contato com o Serviço Social da Prefeitura de Vera Cruz ou com o Conselho Tutelar da cidade, ambos acompanham o caso.

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Carlos Rodrigues

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