Entrevista da Semana

“Dos desafios nós criamos as soluções na Saúde”, afirma Márcia Serva

A diretora superintendente da Associação Beneficente Hospital Universitário (ABHU), Márcia Mesquita Serva Reis (Foto: Divulgação)

Inaugurado na última segunda-feira (12), o novo centro oncológico do Hospital Beneficente Unimar (HBU) estreitou o acesso de pacientes, empresas e profissionais da Saúde a tecnologia de ponta para tratamentos de câncer.

A instalação dos equipamentos de radioterapia e PET Scan no Hospital Oncológico Unimar (HOU), inaugurado em 2016, representa a realização de um sonho do reitor Márcio Mesquita Serva, ex-paciente curado de um câncer.

Em entrevista ao Marília Notícia, a diretora superintendente da Associação Beneficente Hospital Universitário (ABHU), Márcia Mesquita Serva Reis, fala sobre a importância dos serviços que começaram a ser prestados na quinta torre do complexo hospitalar.

Ela relata ainda como a experiência do câncer na família estimulou ainda o pai a entregar o novo serviço e como estão as tratativas para incluir a radioterapia no atendimento público além do PET Scan.

***

MN – Qual é importância da entrega dos novos equipamentos oncológicos aos pacientes que já utilizam o hospital e os que virão?

Márcia – É uma quinta torre muito importante que complementa os serviços que já prestamos. Nós acreditamos na integralidade do atendimento oncológico e no cuidado com as pessoas. A oncologia é uma área muito ampla. Já temos a oncologia clínica, mas precisávamos ampliar os serviços com novas tecnologias. Temos uma sala para procedimentos cirúrgicos para a retirada de pequenos tumores.  A nossa radioterapia, por exemplo, entrega exames extremamente precisos e bem mais rápidos. Tempo faz muita diferença no tratamento do câncer.

MN – A equipe médica já está familiarizada com os novos equipamentos, não?

Márcia – Sim, nossa equipe de médicos já tem a habilidade necessária para trabalhar com os novos equipamentos que, cabe destacar, já vem com robótica inclusa, o que proporciona ainda mais qualidade no atendimento.

MN – O PET Scan, aliás, é uma novidade em Marília…

Márcia – É único na cidade. Não será preciso se deslocar para tão longe para passar por esse procedimento. Essa proximidade é muito importante para quem mora na região e poderá se deslocar até Marília.

MN – Além da proximidade, o acolhimento. Como foi pensado o espaço físico para receber os pacientes oncológicos nesta nova unidade?

Márcia – São salas mais amplas. O atendimento oncológico demanda o acolhimento à equipe de apoio ao paciente. A família participa, caminha junto com o paciente, e também precisa de acolhimento e carinho.

MN – Por isso a instalação de um solarium?

Márcia – Exatamente. Tem vista para o vale e esperamos que as árvores cresçam e deixem esse espaço ainda mais bonito. O solarium é uma extensão de nossas instalações que não tem cara de hospital. Temos certeza que ajuda o paciente no percurso de seu tratamento.

Radioterapia inaugurada inaugurada nesta semana no HBU (Foto: Divulgação)

MN – Recentemente, seu pai foi diagnosticado com um câncer, fez tratamento e conseguiu a cura. Como este momento familiar influenciou nesta última ampliação do hospital oncológico?

Márcia – Dos desafios nós criamos as soluções na Saúde. Tivemos essa experiência desagradável da luta de meu pai. Essa situação fez com que ele impulsionasse ainda mais sua vontade de oferecer a qualidade que recebeu. Ele ficou seis meses em tratamento, divido entre a família e as viagens a São Paulo. Ter o tratamento na própria cidade, para nós, marilienses, faz toda a diferença.

MN – Os novos serviços começaram apenas aos pacientes conveniados e particulares. Haverá atendimento público?

Márcia – Sim. O Pet Scan, por ter sido instalado com apoio de emenda parlamentar, já nasce com esse alcance à população. Os atendimentos pelo SUS devem ser iniciados em 60 dias. Quanto à radioterapia, o processo burocrático é mais longo. Já iniciamos o credenciamento. Temos o compromisso de que não vamos desistir desta busca.

MN – Mais do que tecnologia, o que se oferece é esperança, não?

Márcia – A cura é o que mais se deseja. Mas, se não vier, que se possa amenizar a dor e proporcionar uma melhor qualidade de vida aos pacientes. Se isso ocorrer, já teremos alcançado nosso propósito.

Rodrigo Viudes

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