Polícia

Dono de garagem investigado por série de golpes é alvo de nova denúncia

Um novo caso registrado pela Polícia Civil de Marília amplia a lista de denúncias contra um ex-policial militar e dono de um estacionamento na zona norte da cidade. Ele é suspeito de lesar diversas pessoas por meio da venda e do financiamento irregular de veículos.

O caso mais recente, inicialmente apurado como apropriação indébita, envolve a venda de um Fiat Uno 2011, deixado em consignação por um policial da reserva, de 63 anos.

Segundo o boletim de ocorrência, o carro foi deixado na loja multimarcas em dezembro de 2024, com a promessa de que o valor seria repassado ao proprietário após a venda. No entanto, apesar de o veículo ter sido transferido para o nome de uma compradora em janeiro deste ano, nenhum pagamento foi feito à vítima.

A mulher que adquiriu o automóvel também procurou a polícia após descobrir que o Uno ainda estava registrado em nome da esposa da vítima e que o vendedor não havia efetuado o repasse do valor da venda. Ela relatou que financiou a compra, está pagando as parcelas regularmente e quitou impostos como IPVA, acreditando que a transação estava devidamente formalizada.

MAIS VÍTIMAS APARECEM

Conforme revelou o Marília Notícia, são vários os relatos semelhantes. Uma aposentada de 64 anos, por exemplo, teve seu Chevrolet Tracker vendido sem que o dinheiro fosse repassado. O valor da venda foi estimado entre R$ 93 mil e R$ 103 mil.

O comerciante também é investigado por alienação fraudulenta de um Mercedes-Benz C200 pertencente a um autônomo de 44 anos. Nesse caso, o carro foi financiado por terceiros sem autorização do verdadeiro dono.

As vítimas relatam dificuldades para localizar o comerciante, que estaria com o estabelecimento fechado. Segundo apurado, ao menos 10 casos com indícios de estelionato já foram registrados. Além do policial da reserva, a proprietária de uma rádio também procurou a polícia para denunciar situações semelhantes.

As investigações seguem em andamento, com foco na coleta de depoimentos e verificação de dados. O comerciante ainda não foi ouvido pela polícia.

Carlos Rodrigues

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