O homicídio de André Aparecido Teixeira Primo, ocorrido em uma estrada rural no distrito de Padre Nóbrega, atrás da Penitenciária de Marília, foi motivado por um desentendimento após uma noite de consumo de bebida alcoólica e pela suspeita de que a vítima supostamente teria envolvimento no desaparecimento do celular do autor. A conclusão é da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Marília, que anunciou o esclarecimento do caso.
O crime aconteceu na madrugada de 13 de fevereiro, antes do período de Carnaval. André foi encontrado morto dentro do próprio veículo, com um ferimento na face provocado por disparo de espingarda. A partir daí, a delegacia especializada iniciou as investigações.
Segundo o delegado titular da DIG, Luís Marcelo Perpétuo Sampaio, vítima e o autor, de 66 anos, trabalhavam e moravam na mesma fazenda, uma propriedade de aproximadamente 300 alqueires. Na noite anterior ao crime, os dois passaram horas em um bar da região, consumindo bebida alcoólica após o fim do expediente de quinta.
Durante a madrugada, houve um desentendimento. Conforme apurado pela DIG, o suspeito afirmou que teve o celular tomado por terceiros e passou a atribuir à vítima a responsabilidade pelo ocorrido. Ele também mencionou supostas dívidas, que alegou serem de responsabilidade exclusiva de André. O aparelho não foi localizado pela polícia.
“O episódio gerou desconforto entre os frequentadores do estabelecimento. Após a discussão, o suspeito retornou à fazenda e, já durante a madrugada, decidiu se armar com uma espingarda que mantinha na propriedade. Em seguida, saiu à procura da vítima. Os dois se encontraram na estrada de terra. O investigado interceptou o veículo conduzido por André e efetuou um disparo à queima-roupa, atingindo a face esquerda da vítima, que morreu no local”, relatou o delegado.
As investigações começaram logo após a comunicação do crime. Com base na análise da cena e na coleta de depoimentos, os policiais identificaram o morador da mesma propriedade rural como principal suspeito. Inicialmente, ele negou envolvimento. Com o avanço das diligências e a reunião de indícios, foi conduzido à DIG, onde confessou o homicídio e indicou o local onde havia escondido a arma.
“A espingarda foi localizada em meio ao mato, dentro da fazenda. Estava desmontada, envolvida em plástico e escondida no ponto indicado pelo próprio autor. O caso foi enquadrado como homicídio qualificado, por motivo fútil e pelo emprego de meio que dificultou a defesa da vítima”, explicou Sampaio.
O veículo que teria sido utilizado pelo suspeito permaneceu apreendido na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Marília. Como não houve flagrante, o investigado foi ouvido, colaborou com a Polícia Civil e foi liberado. Ainda assim, a autoridade policial não descarta representar pela prisão preventiva ao final do inquérito.
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