Dilma em discurso em Feira de Santana, na Bahia (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)
A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (18), em Feira de Santana, na Bahia, que há politização em ações de investigação no Brasil. “O meu governo garantiu a autonomia para a Polícia Federal investigar quem fosse necessário, o meu governo respeita o Ministério Público e respeita o Judiciário. Agora, nós consideramos uma volta atrás na roda da história a politização de qualquer um desses órgãos”, disse.
“Nada, nem ninguém, pode defender uma justiça ou uma polícia que seja a favor de alguém por critério político”, afirmou, ao entregar hoje (18) unidades habitacionais do Programa Minha Casa, Minha Vida no Residencial Viver Alto do Rosário, na cidade.
Em seu discurso, Dilma também destacou que membros do Judiciário e do Ministério Público têm prerrogativas que garantem sua isenção para que não sofram pressões.
“Nos anos 20 do século passado como funcionava a polícia? A polícia prendia, não porque aquele ou aquela estavam cometendo um delito, mas prendia para seguir os interesses dos coronéis. Como funcionavam os juízes? Também prendia para satisfazer os interesses dos grandes proprietários das grandes fortunas deste país”, disse, ressaltando que um longo processo de desenvolvimento social e político foi preciso para mudar essa realidade.
A presidenta criticou a interceptação pela Polícia Federal e a divulgação de suas conversas telefônicas com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “O presidente do Brasil ou de qualquer país democrático do mundo tem o que se chama de garantias constitucionais, ele não pode ser grampeado a não ser com autorização expressa da Suprema Corte do país. […] Eu não sou passível de grampo a não ser que o Supremo Tribunal Federal autorize”, disse.
Dilma Rousseff disse que a ida do ex-presidente Lula para o cargo de ministro da Casa Civil vai “ajudar” o governo a manter os programas sociais, como o Minha Casa Minha Vida, e a combater a inflação.
“Nós estamos aqui lutando contra esse povo do contra, esse povo do ‘quanto pior, melhor’. Por isso, eu chamei um grande amigo meu e de vocês para me ajudar, eu chamei o presidente Lula. Mas tem muita gente que não quer ver ele trabalhando para ajudar o povo brasileiro, para ajudar o governo para voltarmos a crescer e criar emprego”, disse.
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