Polícia

Defesa do policial preso por morte no rodeio de Marília pede sigilo no processo

Policial vira réu pelo homicídio de Hamilton Olímpio Ribeiro Júnior (Foto: Divulgação)

A Justiça de Marília analisa um pedido de segredo de Justiça no processo que envolve o soldado da Polícia Militar Moroni Siqueira Rosa, de 37 anos, acusado de homicídio e dupla tentativa de homicídio durante a Festa do Peão, em agosto. O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) já se manifestou contrário ao sigilo.

O policial, que permanece preso desde a madrugada do crime, matou o técnico agrícola Hamilton Olímpio Ribeiro Júnior, de 29 anos, e feriu duas outras pessoas. Ele sacou uma arma e atirou em meio à multidão, durante o show da cantora Lauana Prado.

O promotor Rafael Abujamra, citado pelo juiz, se posicionou contrário ao segredo. Ao invés de ocultar a integralidade dos autos, a acusação recomenda ao juiz que mantenha os andamentos públicos e determine sigilo apenas sobre fotos periciais da vítima, visando preservar a intimidade dos familiares.

Hamilton havia se mudado para Garça há seis meses (Foto: Divulgação)

O MP argumenta que o processo deve ter transparência, sobretudo devido à repercussão social do caso e ao interesse público, em torno dos atos praticados pelo agente público.

PROCESSO DISCIPLINAR

Além do processo criminal, Moroni também é alvo de um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) no âmbito da Polícia Militar. O oficial responsável pela apuração notificou o defensor do soldado para uma audiência virtual, que deve ocorrer nesta quinta-feira (24), já com com oitiva de testemunhas.

Policial militar Moroni Siqueira Rosa foi preso em flagrante pela morte de Hamilton Junior (Imagem: Reprodução)

À justiça, Moroni responde por homicídio duplamente qualificado — por motivo fútil e por colocar em risco a vida de outras pessoas, ao disparar em meio à multidão — além de tentativa de homicídio contra duas outras vítimas.

A denúncia foi aceita pelo juiz no mês passado, tornando o policial réu no processo. O próximo passo será a convocação de testemunhas. A defesa, que busca soltura e absolvição, deve travar com o Ministério Público uma batalha que pode durar anos.

Moroni Siqueira Rosa segue preso no presídio militar Romão Gomes, em São Paulo. Ele teve o cargo suspenso na Polícia Militar, com salário cortado, e poderá ser expulso da instituição.

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Carlos Rodrigues

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