Política

Crédito para novo BEm deve ser de até R$ 9 bilhões

O Ministério da Economia quer limitar em até R$ 9 bilhões o valor do crédito extraordinário para a abertura de uma nova rodada do benefício emergencial (BEm), pago a trabalhadores que fizeram novos acordos para redução de jornada e salário ou suspensão de contratos.

Entre editar uma Medida Provisória (MP) com crédito extraordinário para o pagamento do benefício e acionar o “botão” do estado de calamidade, a equipe econômica prefere a primeira opção para não dar um “cheque em branco” de aumento do endividamento público nessa nova fase da pandemia.

O Estadão apurou que a estratégia é cancelar os restos a pagar (RAPs), despesas transferidas de 2020 para 2021, referentes a esse benefício, uma espécie de complemento de renda O volume desses restos a pagar está em torno de R$ 7 bilhões, mas nem todo esse valor poderá ser cancelado porque há, inclusive, demandas judiciais referentes ao auxílio pago no ano passado. Esses RAPs são também de créditos extraordinários, que ficam fora do teto de gasto, a regra que limita o crescimento das despesas à variação da inflação.

O governo ainda não bateu o martelo do valor do crédito extraordinário para o pagamento do benefício para o trabalhador que tiver o salário reduzido ou o contrato suspenso pois ainda faz avaliação de quanto precisará reservar para o programa num cenário de incerteza.

O governo estima que a nova rodada de reduções de jornada e salário ou suspensões de contrato deva alcançar entre 2,7 milhões e 3 milhões de trabalhadores com custo entre R$ 5,8 bilhões e R$ 6,5 bilhões.

‘Extrateto’

O governo tem previsto para este ano R$ 80 bilhões de gastos chamados de “extrateto”, ou seja que podem ficar fora do limite do teto de gastos: R$ 36 bilhões de RAPs, originados do orçamento de “guerra” de 2020 que ficaram para serem pagos em 2021, e mais R$ 44 bilhões da nova rodada do auxílio emergencial que começa a ser paga em abril.

A equipe econômica tenta controlar esses gastos extraordinários porque, ao contrário do que aconteceu no ano passado com o “orçamento de guerra”, em 2021 as regras fiscais estão valendo, entre elas, a meta de resultado primário, que permite rombo de R$ 247,1 bilhões este ano – em 2020, as despesas superaram as receitas em R$ 744 bilhões. Se os gastos subirem muito, mesmo que fora do teto, a meta terá que ser alterada para ampliar o déficit previsto.

Por isso, segundo fontes da área econômica, o cancelamento de RAPs é fiscalmente neutro e uma importante sinalização para o mercado que renovou as preocupações com o risco fiscal durante essa fase final de negociação do Orçamento e piora da pandemia por exigir mais medidas de combate ao impacto da crise, como a suspensão do pagamento de tributos para pequenos negócios anunciada ontem.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Agência Estado

Recent Posts

PF prende assessor de Vinicius Carvalho e grupo ligado a Marília e região

Dinheiro apreendido pela Polícia Federal com ex-assessores em Recife (Foto: Polícia Federal) Quatro pessoas -…

17 horas ago

Seca perde força no Brasil em fevereiro após chuvas acima da média

Chuvas reduzem área de seca no Brasil para 54% em fevereiro, aponta ANA (Foto: Agência…

20 horas ago

Embrapa inaugura unidade de pesquisa para fortalecer agro na Baixada Cuiabana

Nova unidade da Embrapa em MT vai apoiar produção rural e comunidades: projeto prioriza hortifrútis,…

20 horas ago

Juiz dos EUA barra regra do Pentágono que limitava acesso da imprensa

Porta-aviões USS Abraham Lincoln navega em apoio à Operação Epic Fury na área de responsabilidade…

20 horas ago

MPF confirma a deputados ação para romper contrato da Triunfo na BR-153

Dani Alonso e Capitão Augusto cobram melhorias da BR-153 (Foto: Divulgação) O Ministério Público Federal…

20 horas ago

Presidente da Câmara destaca programa que amplia inclusão na rede municipal de ensino

Para presidente, implantação dos espaços adaptados mostra a responsabilidade do governo ao garantir equidade no…

21 horas ago

This website uses cookies.