Aceleração na transmissão de Covid-19 foi detectada em Marília no início deste mês. A Secretaria Municipal da Saúde admite o aumento e informou “estado de alerta”. Principal preocupação é aumento nas internações, já que as novas cepas têm demostrado menor letalidade, porém, maior transmissibilidade.
O boletim epidemiológico da última terça-feira (3) – divulgado pela administração municipal – apontou total de 52.330 casos. Dois dias depois, nesta quinta-feira (5), novo informe já assinalou 52.447 casos da infecção, ou seja, 117 resultados positivos em um intervalo de 48h.
Antes, a velocidade da propagação estava menor. No período de 12 dias – entre os boletins anteriores –, a cidade havia totalizado 243 casos, média de 20 pessoas infectadas por dia.
Alta recente culminou na morte de dois pacientes que testaram positivo na mesma semana. A situação não acontecia desde o final de março. Ambas as vítimas do vírus tinham doenças crônicas já diagnosticadas.
ENDEMIA
Para o pesquisador Vitor Engrácia Valenti, docente da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Marília e doutor pela Universidade Federal de São Paulo (Uniefesp), a pandemia já está em transição para uma endemia. Nesta fase, a doença que tinha forte relação com os fluxos internacionais e diversidade de cepas “estaciona” e torna-se recorrente na própria região.
“A Covid vai causar surtos em alguns locais, em determinados períodos do ano. É um comportamento parecido com a dengue”, explica o cientista, que tem estudos nas áreas de fisiopatologia e estatística.
Valenti vê, entretanto, recente aumento nas internações, que já estiveram em patamares mais moderados nos meses de março e abril.
“Possivelmente, isso tem relação com sublinhagens da variante ômicron, BA.2, BA.4. Elas se transmitem mais e dificultam – ainda mais – o efeito protetor das vacinas”, alerta.
O secretário municipal da Saúde, Cassio Luiz Pinto Júnior, afirma que o acompanhamento da pasta é “constante”. O gestor reforça que os testes em sintomáticos continuam sendo feitos e destaca a importância da vacinação. “Estamos em alerta”, resume.
SUBVARIANTE XQ
Mesmo com a endemia, ameaças externas persistem. A Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo confirmou nesta quinta-feira (5) os dois primeiros casos de Covid-19 provocados pela subvariante XQ, combinação das sublinhagens BA 1.1 e BA.2. Até o momento, 49 casos já foram registrados na Inglaterra e país de Gales.
Os casos aconteceram no município de São Paulo e foram identificados pelo Instituto Butantan. Até o momento, o balanço da Vigilância Epidemiológica aponta mais de dez mil casos da variante Ômicron e suas sublinhagens.
A secretaria ainda informou que a Vigilância estadual, por meio do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs), monitora, acompanha e auxilia nas investigações, em tempo real de todas as Variantes de Preocupação (VOC = Variant Of Concern), tais como delta, alpha, beta, gamma e a ômicron.
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