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Conheça a história do ladrão que sensibilizou os policiais

Você vai ficar comovido com essa história, assim como os policiais se sensibilizaram com o caso. Um homem foi preso por furtar 2 kg de carne de um mercado para ter o que comer. Logo em seguida foi liberado após pagar a fiança.

O eletricista desempregado Mário Ferreira Lima se disse arrependido do crime e classificou a própria situação como “desespero”. “A pior que coisa existe na vida da gente é não poder alimentar o próprio filho”, disse ele.

A história de Mário sensibilizou os policiais civis, que decidiram dar um final diferente a esse caso. Além de pagar a fiança, eles fizeram compras para o eletricista, que contou em depoimento ter praticado o crime para alimentar o filho de 12 anos.

O homem desempregado cria o filho sozinho e recebe apenas R$ 70 por mês do programa Bolsa Família.  O desempregado contou que se confundiu com as datas e achou que já tivesse caído na conta os R$ 70 que recebe mensalmente por meio do programa. Ele foi então ao mercado comprar banana, pão e carne.

Na hora de passar as compras no caixa, o homem descobriu que o valor que tinha levado – R$ 7 – era insuficiente e tentou esconder a carne na bolsa. Os 2 kg do alimento custavam R$ 26. A ação foi flagrada pelas câmeras de segurança, e o dono do estabelecimento não aceitou as desculpas do ladrão e acionou a polícia.

O agente da Polícia Civil Ricardo Machado conta que o desempregado desmaiou pouco depois de chegar à delegacia, quando ouviu que ficaria preso. Questionado se estava bem, o homem respondeu que estava sem comer havia dois dias, porque deixou o filho comer sozinho o pão que restava em casa, e que estava preocupado porque não havia alguém para cuidar do menino.

Sensibilizados com o caso, uma agente pagou sozinha o valor, enquanto os colegas arrecadavam mais dinheiro para comprar mantimentos para o ladrão. Quatro policiais acompanharam o eletricista desempregado até o supermercado, onde compraram arroz, feijão, macarrão, biscoito e itens de higiene.

“Na hora que passávamos pela seção de higiene, um colega perguntou se ele tinha pasta de dente. Ele disse que tinha mais de mês que não escovava os dentes com pasta, e pedimos que ele pegasse lá, então. Ele, na humildade dele, voltou com a menorzinha e mais barata. Brincamos que isso não dava nem para um dia e pegamos logo cinco, aí pegamos sabonete e todo o resto.”

Fonte: G1

Amanda Brandão

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