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Com risco de surto, Marília está há 50 dias sem veneno

Inseticida Cielo não chega para o município desde janeiro (Foto: Arquivo/MN)

Em meio ao risco de surto de dengue, Marília está sem estoque de inseticida para nebulização há 50 dias. A informação foi confirmada pela Prefeitura, que explica em nota que o problema ocorre desde o segundo semestre do ano passado.

“Estão ocorrendo intercorrências justamente no que se refere ao abastecimento deste material para Marília, de modo que a quantidade recebida foi administrada de forma otimizada e precisa para que as frentes de combate ao mosquito e larvas não acabassem interrompidas”, diz o documento.

O município ainda informa que o fornecimento dos venenos para o controle e extermínio do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue e da chikungunya, é de responsabilidade do Ministério da Saúde, governo federal. Os insumos são transferidos para a Secretaria do Estado da Saúde que, por sua vez, opera a distribuição para as cidades.

INSETICIDAS

Ainda segundo as informações passadas a pedido do Marília Notícia, o Ministério da Saúde fornece – através do Estado – três tipos de inseticida.

Um deles, chamado Cielo, está em falta no município. Ele é utilizado para realizar as nebulizações, com objetivo de controle das fêmeas adultas do Aedes aegypti.

A pasta municipal da Saúde, através da Divisão Municipal de Zoonoses, já oficiou e notificou as instâncias administrativas superiores com relação ao desabastecimento do item.

A ausência deste produto, segundo o Poder Executivo, não estaria impedindo a realização de bloqueios, intensificação de abordagem e ações preventivas dos agentes de endemias, agentes comunitários de saúde e demais equipes.

O município solicita a cooperação da população, para evitar água parada. Ou seja, como contrapartida, o morador deve supervisionar os quintais e recipientes, além deixar que os agentes de saúde entrem para fazer os procedimentos e fiscalização contra o Aedes.

COLABORAÇÃO
Em nota, a Secretaria Estadual da Saúde confirmou que a redistribuição aos municípios depende da chegada dos lotes em São Paulo. Neste momento, o insumo está em falta e a orientação é para que, caso haja necessidade, as cidades se auxiliem para que os estoques não fiquem desabastecidos.
O Ministério da Saúde foi acionado mas, até a publicação desta reportagem, não explicou o porquê o produto não está sendo disponibilizado. Também não informou o prazo para regularização do problema. O espaço segue aberto para manifestação.

RISCO DE SURTO

Atualmente, a cidade corre o risco de surto da doença. Conforme noticiado pelo MN, a Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) mudou a classificação de Marília após o término do novo Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (Liraa), realizado em janeiro.

O Índice de Breteau, usado para medição, ficou em 6,9, enquanto em outubro do ano passado havia apontado 2,5 – um aumento de 176%. Ele diz respeito ao número de larvas do Aedes encontradas em relação aos imóveis vistoriados. O novo índice aponta um risco real para surto de dengue neste ano. Algumas áreas do município apontam 9,13, considerado altíssimo.

Até o dia 10 de fevereiro, a Divisão de Vigilância Epidemiológica de Marília confirmou 41 casos da doença. No comparativo com o mesmo período do ano passado, o número equivale a um aumento de 925%. Em 2022, até a 6ª semana foram constadas apenas quatro pessoas positivadas.

Samantha Ciuffa

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