Dona Cleuza, 62, compartilha com os demais pacientes a arte de escrever e declamar poemas.
O Caps Com-Viver (Centro de Atenção Psicossocial) da Secretaria Municipal da Saúde de Marília ampliou o número de atendimentos e a estrutura. São atendidos atualmente 250 pacientes, um crescimento de pelo menos 30% em menos de dois anos.
O serviço está de mudança para um novo espaço, maior e mais adequado, oferecendo mais dignidade à população. A inauguração oficial da nova sede será no dia 2 de agosto.
A nova instalação está localizada na rua Marquês de São Vicente, 322, no Jardim Maria Isabel (proximidades do Yara). O serviço funcionava há 14 anos na avenida João Ramalho, ao lado da Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe (zona sul).
Silvana Verza Garbelini, assistente social e gerente do Caps, vê valorização da Saúde Mental na atual gestão. “Há um compromisso da administração para fortalecer esse serviço e ultrapassar o modelo antigo de exclusão. A luta é pelo convívio pela integração e pelo respeito”, declarou.
Novo espaço (Foto: Divulgação)
EQUIPE COMPLETA
A equipe é formada por dois psiquiatras, duas psicólogas, equipe de enfermagem (duas enfermeiras, três técnicas e uma auxiliar), um terapeuta ocupacional e duas assistentes sociais. Unidade conta ainda com apoio de uma profissional de serviços gerais, um motorista e um vigia.
A supervisora do Programa de Saúde Mental do município, a psicóloga Simone Alves Cotrim Moreira, relata que o prédio atual já não atendia mais as necessidades. Além de antigo, ficou acanhado para oferecer condições adequadas às oficinas terapêuticas, consultórios e espaços de convivência.
“O Caps proporciona consulta médica e de enfermagem, atendimento social e psicológico, mantém oficinas diversas (culinária, teatro, musicalização, artes manuais) em um espaço onde estimulamos o desenvolvimento humano e social. A proposta é abrangente e os resultados terapêuticos têm sido surpreendentes”, afirma Simone.
RECOMEÇO
Aos 62 anos, Cleuza dos Santos, moradora no bairro Palmital, conta que o Caps é sinônimo de vida e de esperança. Ela não imaginava que precisaria de cuidados, mas tornou-se paciente depois da morte do irmão, que também frequentava a unidade.
O preconceito, a falta de compreensão de parte das pessoas sobre as angústias da mente deixaram de incomodar a dona de casa. “A gente percebe que existe discriminação sim, mas não me preocupo com isso. Se não fosse o Caps não sei o que teria sido de mim, porque tive muitas perdas em pouco tempo”, relata.
Os usuários têm diferente perfil e diferentes planos terapêuticos, de acordo com o comprometimento psíquico. Há pacientes em tratamento intensivo com rotina de atendimento quase diária. Outros que mantêm o vínculo, mas necessitam de atendimento esporádico. A avaliação e indicação em cada caso é dos profissionais.
“Ficamos muito felizes, por exemplo, quando vemos um paciente se reabilitar, conquistar vaga de emprego, retomar estudos, planejar casamento. Essas conquistas nos mostram que essa luta vale muito a pena. Investir na Saúde Mental é acreditar no ser humano, acreditar na vida”, disse Silvana.
SERVIÇO
A inauguração das novas instalações do Caps Com-Viver acontece no dia 2 de agosto (sexta-feira), a partir das 9h, e contará com apresentações artísticas dos pacientes e a presença de familiares, profissionais da área da saúde mental e autoridades.
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