Marília

Câncer de mama mata 221 marilienses em dez anos, revela o Inca

Em intervalo de apenas dez anos, o câncer de mama matou 221 mulheres – moradoras em Marília – e provocou sofrimento a centenas de outras. O acometimento das mamas é a primeira causa de morte por câncer em mulheres no país. Para apoiar a luta contra a doença e divulgar o diagnóstico precoce, neste mês acontece o movimento global Outubro Rosa.

Conforme dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), responsável pelas informações oficiais no país, entre 2000 e 2019, a faixa etária com mais casos fatais na cidade foi entre mulheres de 60 a 69 anos. Neste grupo, os hospitais relataram 51 mortes.

O segundo recorte etário com mais óbitos é entre 50 a 59 anos, com 45 mulheres mortas no período. Somadas as perdas nas duas faixas, é possível constatar que 43% de todos os casos fatais – nestes dez anos – estão entre os 50 e 69 anos.

Mas os casos em jovens, mais raros, também podem acabar em morte. Em Marília, em uma década, foram dez mortes de mulheres que tinham até 39 anos; três delas sequer tinham completado 30.

RECONSTRUÇÃO

Para vencer a doença – principalmente quando o diagnóstico é tardio –, é preciso grande luta das mulheres e das famílias. Os desdobramentos são variados, com tratamentos diversos, como radioterapia, quimioterapia e cirurgias.

Em Marília, o Sistema Único de Saúde (SUS) é o principal meio de acesso ao tratamento hospitalar, com destaque para as instituições filantrópicas e beneficentes.

Os dados do Ministério indicam que – em dez anos – foram registradas em Marília, especificamente para moradoras da cidade, 547 internações visando cirurgia.

Os principais procedimentos são extirpação de tumor na mama e outras cirurgias relacionadas, como plástica mamária reconstrutiva em pós-mastectomia (remoção dos seios) com implante de prótese.

REDE DE APOIO

A cidade conta com série de serviços que dão apoio às mulheres que enfrentam o câncer de mama. São ações do Poder Público, hospitais e entidades.

Destaque no município, para a ação de rastreamento e diagnóstico precoce, promovida pela Secretaria Municipal de Saúde do Ambulatório do Alto Cafezal; a assistência oncológica pelo SUS na Santa Casa de Marília e Hospital Beneficente Unimar (HBU), além da atuação social e de apoio do grupo “Amigos do Com”.

Recentemente esteve na cidade a Carreta da Mamografia, uma iniciativa da Secretaria de Estado da Saúde, para agilizar os exames para a detecção precoce da doença.

A mamografia de rastreamento deve ser feita como exame de rotina em mulheres – mesmo sem sinais ou sintomas de câncer de mama – na faixa etária de 50 a 69 anos, a cada dois anos. É exatamente neste grupo que está situada a maioria das mortes, quando os riscos aumentam.

Carlos Rodrigues

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