Os dois últimos sobreviventes do acidente com trabalhadores rurais ocorrido em fevereiro na rodovia Transbrasiliana (BR-153), em Marília, que ainda permaneciam internados, receberam alta hospitalar nesta quarta-feira (6), após 79 dias de tratamento.
Carlos Daniel da Silva Araújo, de 18 anos, e Rafael da Silva Araújo, de 20, estavam internados no Hospital Beneficente Unimar (HBU) desde o dia 16 de fevereiro, quando o ônibus em que viajavam capotou no quilômetro 265 da rodovia.
A Secretaria Municipal da Saúde informou, no começo desta tarde, que os três irmãos “permanecerão assistidos na Casa Cidadã até que seja possível o retorno ao Estado do Maranhão”. A viagem será custeada por meio de convênio entre a Prefeitura de Marília e o Governo do Estado de São Paulo. Do aeroporto, os sobreviventes seguirão até o município de Zé Doca, onde residem.
Lesões e saudade de casa
Rafael afirmou que aguarda o reencontro com a família. “Me ajudaram na situação em que eu mais precisava. Não vejo a hora de reencontrar minha família”, disse. Ele sofreu lesões na cabeça e no pescoço, passou por cirurgias e relatou que não poderá retornar ao trabalho por conta de uma fratura na coluna. “Vamos ver como o governo vai nos ajudar lá”, afirmou.
Carlos também destacou a expectativa pelo retorno para casa. “Quando chegar em casa é só alegria. E me recuperar bem”, disse. Ele sofreu lesões na cabeça, com perda óssea, e deverá continuar o tratamento no Maranhão.
Outro sobrevivente, Gabriel da Silva Araújo, de 21 anos, permaneceu em Marília após receber alta, acolhido na casa de passagem até a liberação dos irmãos. Ele agradeceu o atendimento recebido. “Sou grato a cada um pelo atendimento que recebi aqui no hospital nos quatro dias que fiquei aqui e, principalmente, aos meus irmãos. Com fé em Deus vamos seguir em frente”, afirmou.
De acordo com o médico Rodrigo Hara Ariosa, da Unidade de Cuidados Prolongados, os três casos ilustram a gravidade e a evolução dos pacientes atendidos na cidade. Segundo ele, Gabriel teve o quadro mais leve e recebeu alta após cinco dias.
Carlos apresentou sangramento cerebral importante, permaneceu intubado, teve infecções e apresentou melhora progressiva, sendo agora capaz de realizar atividades cotidianas. A equipe médica já articulou com profissionais do Maranhão a continuidade do tratamento, incluindo cirurgia de reconstrução craniana.
Já Rafael sofreu fratura na região cervical, passou por traqueostomia e também foi intubado, apresentando evolução clínica satisfatória. Ainda conforme o médico, todos os pacientes foram acompanhados por equipe multidisciplinar, com suporte psicológico e psiquiátrico.
A tragédia
O acidente ocorreu na madrugada de 16 de fevereiro, quando um ônibus com trabalhadores rurais capotou após uma curva na BR-153. Eles haviam saído do Maranhão e seguiam para Santa Catarina, onde trabalhariam na colheita da maçã. Oito pessoas morreram, sendo seis ainda no local. Uma passageira morreu no dia seguinte após ser internada no Hospital das Clínicas, e o motorista faleceu no início de abril, também no HC.
Mais de 40 pessoas foram socorridas em hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Marília. Após as primeiras altas, parte dos sobreviventes foi encaminhada à casa de passagem do município. Ao longo das semanas, os pacientes receberam alta gradualmente, até a liberação dos últimos dois internados nesta quarta-feira.
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