Equipe brasileira saiu do evento realizado em Pequim também com uma menção honrosa (Foto: Divulgação)
A equipe brasileira que disputou a 12ª Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA, na sigla em inglês) em Pequim, na China, conquistou 4 medalhas (uma de prata e três de bronze) e uma menção honrosa. Trata-se do melhor desempenho brasileiro na IOAA desde 2013.
Bruno Piazza, de Campinas/SP, ganhou a medalha de prata. Lucas Pinheiro (Marília/SP), João Gabriel Stefani (Fortaleza/CE) e Juventino Fonseca (Recife/PE) ganharam bronze. Sarah Melo (Fortaleza/CE) recebeu menção honrosa.
A Olimpíada aconteceu de 3 a 11 de novembro e reuniu 203 estudantes de 38 países. Foram realizadas provas teóricas, práticas e de análise de dados. A delegação foi acompanhada pelos astrônomos Eugênio Reis (SAB) e Gustavo Rojas (UFSCar).
Os estudantes foram selecionados dentre os mais de 90 mil participantes da prova de nível IV da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) em 2017 e passaram por três semanas de treinamento intensivo com astrônomos em Vinhedo/SP durante o primeiro semestre de 2018.
A OBA é realizada por astrônomos membros da Sociedade Astronômica Brasileira com apoio do CNPq, da Agência Espacial Brasileira, Avibras, Visiona e UNIP. Este ano, a viagem à China só foi possível graças ao edital de apoio ofertado pela Finep.
Seleção
Os candidatos brasileiros são inicialmente selecionados através das pontuações obtidas na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) do ano anterior. Depois, passam por um processo de três provas online, e finalizam com uma bateria de provas presenciais.
Treinamento
Depois de selecionados, os estudantes participam de treinamentos intensivos, com astrônomos e especialistas, na cidade de Vinhedo, no interior de São Paulo. A programação é dividida em grupos de estudos, oficinas de atividades e observação do céu noturno, com e sem instrumentos, resolução de exercícios, realização de provas simuladas, construção e lançamentos de foguetes de garrafas PET.
O grupo também contou com o Planetário Digital Móvel da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica para estudar o céu por meio de projeções. Ainda aprenderam a montar e a manusear diferentes tipos de telescópios.
Olimpíada nacional
A OBA é destinada a alunos dos ensinos fundamental e médio. Esse ano, participaram da sua 21ª edição 770.338 estudantes dos ensinos fundamental e médio de 8.456 escolas públicas e particulares de todos os estados do país. A olimpíada ainda contou com o auxílio de mais de 65.060 professores.
Foram distribuídas 49.735 medalhas entre os participantes dos quatros níveis da OBA. Foram 14.900 de ouro, 14.949 de prata e 19.886 de bronze.
Organização
A IOAA é reconhecida pela União Astronômica Internacional (IAU, na sigla em inglês). A organização exige que cada país se comprometa a sediar uma edição da olimpíada, arcando com todas as despesas relativas ao evento, podendo receber apoio de diferentes setores da sociedade. A OBA é organizada por uma comissão formada por membros da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e da Agência Espacial Brasileira (AEB).
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