Brasil e Mundo

Brasil cai para 28º lugar em ranking mundial do PIB

Países que iniciaram mais cedo o processo de vacinação da população ocupam as primeiras posições no ranking de crescimento econômico da agência classificadora de risco Austin Rating. A avaliação é do economista-chefe da agência, Alex Agostini, que elaborou o ranking a partir do desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) dos países do segundo trimestre.

O levantamento mostra que o Brasil perdeu nove posições no ranking de ritmo de crescimento econômico na passagem do primeiro trimestre para o segundo trimestre deste ano, caindo para a 28ª colocação da lista de 44 países (dos quais 37 divulgaram seus resultados).

Nesta quarta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o PIB brasileiro do segundo trimestre recuou 0,1% frente aos três meses anteriores.

A lista foi liderada por países europeus, como Portugal (4,9%), Reino Unido (4,8%), Letônia (4,4%), Áustria (4,3%) e Islândia (4,2%).

Segundo Agostini, isso reflete o avanço da vacinação nos países, além das medidas econômicas adotadas para enfrentamento dos impactos da pandemia. No primeiro trimestre, o topo do ranking era ocupado pelos países asiáticos.

“A chamada segunda onda da covid-19 afetou países da Europa mais no ano passado. No Brasil, afetou no segundo trimestre, com o lockdown, ainda que parcial, realizado em maio e junho. A quebra da safra, claro, também afetou o PIB brasileiro. Mas não foi só isso. O lockdown afeta o consumo das famílias, que ficou estável no segundo trimestre, e responde por parte da queda do PIB da indústria”, diz Agostini.

Ele lembra que a vacinação demorou para começar no Brasil. “Isso não é uma crítica ao governo Bolsonaro, nem a favor do governo Doria. O ponto é que, quando a vacinação demora a entrar, existe um efeito direto na confiança das famílias, do consumidor, do empresário, do investidor. Não se sabe quando o momento crítico vai ser superado”, disse Agostoni, acrescentando que a preocupação agora é como a variante Delta do coronavírus pode afetar essas expectativas.

Pelas expectativas do último boletim Focus, divulgado pelo Banco Central na segunda-feira, 30, o PIB brasileiro vai crescer 5,22% em 2021.

Para Agostini, o número não chega a ser motivo de comemoração. Ele lembra que o mundo vai crescer na faixa de 6% em 2021 e os demais membros do Brics – acrônimo para Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – devem avançar ainda mais, próximo dos 7%

“O grande desafio do Brasil vai ser crescer acima de 3% em 2022, um ano eleitoral, com politização forte e manifestações. É um ano em que a taxa básica de juros, a Selic, estará em um nível maior do que o atual e que teremos um risco de fornecimento de energia”, afirma Agostini, que prevê crescimento de 2,4% do PIB brasileiro em 2022.

Amanda Brandão

Recent Posts

Homem acusa a companheira de trocar fotos íntimas, arremessa copo e acaba preso

Um homem de 24 anos foi preso em flagrante na noite desta segunda-feira (2), acusado…

20 minutos ago

Marília fecha 2025 com mais de 71,4 mil postos de trabalho formal

Marília fecha 2025 com saldo positivo na geração de empregos com carteira assinada (Foto: Reprodução)…

46 minutos ago

Pedestres acionam a PM e salvam professora de agressões em via pública

A atitude de pessoas que estavam na avenida João Ramalho, na zona sul, e testemunharam…

2 horas ago

Deputados acompanham andamento de obra da ciclovia de Avencas

Obra foi conquistada com articulação junto ao governo estadual (Foto: Divulgação) A deputada estadual Dani…

3 horas ago

Ação sobre prédios interditados da CDHU entra na reta final após quase oito anos

Interdição dos blocos e desocupação aconteceu em 2024 (Foto: Marília Notícia) A Vara da Fazenda…

5 horas ago

Secretaria abre inscrições para Copa Tupã de Futsal 2026 com 16 equipes

A Secretaria Municipal de Esportes de Tupã abriu nesta segunda-feira (2) as inscrições para a…

6 horas ago

This website uses cookies.