O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) evitou comentar, durante transmissão semanal ao vivo pelas redes sociais nesta quinta (22), reportagem do Estadão/Broadcast que aponta ter havido pressão do ministro da Defesa, Walter Braga Netto, por meio de intermediário para que a Câmara aprovasse a PEC do Voto Impresso sob pena de não serem realizadas eleições no próximo ano. “A resposta está na nota dele, está ok? Na nota dele está feita a resposta”, declarou Bolsonaro à pergunta de jornalistas da Jovem Pan sobre o caso.
Em comunicado mais cedo, Braga Netto disse que “não se comunica com os Presidentes dos Poderes por meio de interlocutores” e atacou a reportagem, dizendo que se trata de uma “desinformação que gera instabilidade entre os Poderes da República, em um momento que exige a união nacional”.
Na live, Bolsonaro também sugeriu que a força para evitar que o socialismo se instale no País está nas Forças Armadas. Segundo o presidente, “se conseguirem trincar as Forças Armadas, o caminho está aberto para o socialismo que vivem em Cuba e na Venezuela”.
Para o presidente, a criação da Comissão da Verdade, órgão temporário de 2011 e 2014 durante governos do PT para apurar “graves violações de Direitos Humanos ocorridas entre 18 de setembro de 1946 e 5 de outubro de 1988”, visa desacreditar as Forças Armadas perante a opinião pública.
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