Os prédios da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), dentro do Conjunto Habitacional Paulo Lúcio Nogueira, na zona sul de Marília, começaram a ser interditados pela Defesa Civil do município na manhã desta quarta-feira (8). Na ocasião, moradores se queixaram da dificuldade de achar casas para alugar por R$ 600.
Pelo cronograma da Prefeitura, a remoção total das famílias deve ser concluída até a semana do dia 5 de agosto de 2024, mas a finalização pode ocorrer antes, de acordo com o andamento dos trabalhos. Uma equipe da Defesa Civil visitou ontem os moradores dos blocos em estado estrutural mais crítico, para informá-los sobre a concretagem do acesso aos apartamentos.
O processo de interdição está sendo feito com tijolos e cimento. Os acessos para cada bloco vão ficar todos impedidos. A Defesa Civil vai seguir com o trabalho nas próximas semanas e as famílias residentes nos apartamentos interditados já providenciaram o carreto para a mudança.
A reivindicação maior no momento, entre os moradores do conjunto habitacional, é o reajuste do auxílio-moradia de R$ 600 – valor definido pela Justiça e pago pela Prefeitura.
A pensionista Denise Justino, de 64 anos, alega que o auxílio é baixo diante dos altos preços dos alugueis em Marília. “Não consegui arrumar casa ainda e não dá para encontrar moradia por R$ 600 de aluguel. O lugar mais barato que encontrei custa R$ 1.500 por mês. Sou viúva, recebo pensão e fui obrigada a me deslocar para a casa dos meus filhos por causa da interdição”, relata.
A moradora argumenta que, para alugar uma casa, é necessário não ter restrição no nome. “Os proprietários e imobiliárias exigem ‘caução’, pagamento antecipado e CPF sem restrição. O correto seria reajustar o valor do auxílio ou a Prefeitura arrumar uma casa para gente, através de alguma parceria com os empresários de construtoras”, completa.
A assessoria da Prefeitura informa que a Defesa Civil acompanha a remoção das famílias em um trabalho integrado com as secretarias municipais da Assistência Social, Planejamento Urbano, Direitos Humanos, Saúde e Procuradoria-Geral do Município.
“Cada morador terá autonomia para utilizar o auxílio-moradia da forma que entender, inclusive o aporte será garantido até para quem optar por casas de familiares ou ocupar imóveis de propriedade de familiares. Após a desocupação de cada bloco dos predinhos, a porta de entrada será lacrada com tijolos, e a CDHU cortará fornecimento de água e de energia”, divulgou em nota.
O Marília Notícia continua acompanhando os trabalhos de remoção das famílias.
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