Pena de Jeferson só não foi maior porque é réu primário (Foto: Arquivo/Marília Notícia)
A Justiça de Marília condenou a cumprir 21 anos de prisão o mototaxista Jeferson Carlos da Silva, que confessou ter matado a professora Elisabete Aparecida Ribeiro, de 37 anos – com quem tinha uma união estável –, após discussão motivada por uma dívida.
O crime aconteceu em janeiro de 2018. Sentença foi lida na tarde desta quinta-feira (4). Como a decisão é em primeira instância, o réu pode recorrer. Mas ele terá que aguardar reexame do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) na prisão.
Durante a sessão do júri, o promotor Rafael Abujamra teve apoio de um assistente de acusação. O advogado José Luiz Mansur Júnior reforçou a argumentação para que Jeferson fosse condenado por homicídio com quatro qualificadoras: feminicídio, motivo fútil, meio cruel e por ter agido de forma a impedir qualquer defesa da vítima.
O advogado Rubens Neres Santana, que representou o mototaxista, pediu que o júri absolvesse o homem, por suposta legítima defesa. Ele alegou que o rapaz teria sido agredido pela companheira e que agiu, apenas, na intenção de repelir o ataque, que acabou terminando em morte.
O defensor apelou ainda para que, em reconhecendo crime, os jurados excluíssem as agravantes. Segundo o advogado, as provas não teriam corroborado com as qualificadoras imputadas a Jeferson.
Professora Elisabete levou 32 facadas (Foto: Rede Social)
Por maioria de votos – número não revelado –, os jurados avalizaram a argumentação do Ministério Público e assistência de acusação.
O mototaxista foi sentenciado pela juíza Josiane Patrícia Cabrini Martins Machado (1ª Vara Criminal) a cumprir 21 anos e seis meses de prisão em regime fechado.
A pena de Jeferson só não foi maior por conta da primariedade.
BARBÁRIE
O crime aconteceu em um condomínio na rua Santos Dumont, no bairro Prolongamento Palmital, zona Norte de Marília.
Em depoimento à policia, o mototaxista disse que o motivo do crime teria sido uma dívida de uma viagem feita para Florianópolis (SC) – o casal tinha ido no réveillon daquele ano.
Segundo a denúncia, Elisabete foi morta por volta das 12h30, no apartamento que morava com Jefferson, em união estável.
Naquele dia, eles tiveram uma discussão e o acusado, munido de uma faca, passou a dar diversos golpes – em um total de 32 vezes -, a maioria na região das costas e nuca da professora.
Ele fugiu e foi preso dois meses depois.
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