Polícia

Mulher é encontrada morta em residência; caso chama atenção para morte desassistida

Uma mulher de 58 anos foi encontrada morta dentro da casa onde morava, na rua XV de Novembro, na zona oeste de Marília. A vítima vivia sozinha e não mantinha contato com familiares havia alguns dias. O caso foi registrado como morte suspeita e, apesar da conclusão preliminar para causas naturais, chama a atenção para a chamada morte desassistida.

A Polícia Militar foi acionada via 190 para atendimento da ocorrência na quinta-feira (29). No local, equipes do Samu já realizavam os primeiros atendimentos aos familiares, mas o óbito havia sido constatado. A morte foi comunicada ao filho da vítima e a uma irmã, que estavam presentes no momento da chegada dos policiais.

Segundo informações apuradas, familiares relataram que não conseguiam contato com a mulher havia cerca de cinco dias. A situação gerou preocupação após a imobiliária responsável pelo imóvel informar que também não conseguia falar com a moradora.

Com uma chave reserva, a equipe da imobiliária entrou na residência e encontrou a mulher já sem vida, acionando imediatamente os familiares e as autoridades.

O filho informou à polícia que a mãe residia sozinha e possuía diversas enfermidades, entre elas diabetes e problemas cardíacos, o que pode ter contribuído para o desfecho.

Peritos do Instituto de Criminalística (IC) estiveram no local para a realização da perícia, acompanhados pelo delegado plantonista. No levantamento inicial, não foram constatados sinais de violência.

Alerta para moradia solo

O caso reforça o alerta para os riscos da chamada morte desassistida, situação que tem se tornado mais comum com o aumento do número de pessoas que vivem sozinhas, especialmente idosos ou adultos com doenças crônicas.

Contato frequente, acompanhamento regular e redes de apoio são fundamentais para evitar esse tipo de situação, envolvendo familiares, vizinhos, amigos e serviços públicos e privados.

A orientação é que pessoas em situação de vulnerabilidade não permaneçam longos períodos sem supervisão ou comunicação, reduzindo o risco de que emergências de saúde passem despercebidas.

Carlos Rodrigues

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