Polícia

Acusados de homicídio em 2016 são julgados nesta quinta

Rodrigo foi assassinado pelo ‘Tribunal do Crime’ (Foto: Arquivo)

O Tribunal do Júri julga nesta quinta-feira (13) Giulio Borges Tormente e Michel Marlon Valderrama. Eles são acusados de integrar o ‘Tribunal do Crime’ de uma facção criminosa que matou o empresário Rodrigo Maniscalco Housell, de 39 anos, em 19 março de 2016, na favela do Argollo Ferrão, na zona Oeste de Marília.

O julgamento teve início as 9h30 desta quinta. Segundo a denúncia, no dia do crime, por volta de 16h40, os acusados mataram a vítima por motivo torpe, utilizando recurso que dificultou a defesa de Rodrigo.

Após o homicídio o corpo foi jogado em um ‘buracão’, para ocultação do cadáver, no final da rua Fernando Sérgio Mazzini, no bairro Vila D’Itália, fundos da favela do Argollo.

O crime teria sido motivado porque Rodrigo foi acusado por uma ex-namorada de ter abusado da filha dela. O caso foi investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), porém em laudo de exame de corpo de delito, foi constatado a inexistência de conjunção carnal.

Mesmo assim, o empresário foi submetido ao ‘Tribunal do Crime’ e condenado à morte por integrantes de uma facção criminosa.

No dia 8 de março de 2016, a vítima já tinha sido sequestrada, encarcerada e torturada para que confessasse o suposto estupro. Porém policiais militares flagraram quando Rodrigo era levado a outro local e culminou com a prisão de Celso Ricardo Verga Piveto, Yan Silva Ferreira,  Jeferson Luís Inácio, e apreensão de um adolescente.

Na data do crime a vítima foi sequestrada no interior da favela, mantida em cárcere privado e executado. Rodrigo foi apedrejado e recebeu pauladas na cabeça até a morte.

Também participaram da ação Érika Pereira de Almeida Lemos, João Augusto Campos da Silva e Leandro Aparecido Moraes. Eles também foram pronunciados a júri popular, mas recorreram e aguardam julgamento do recurso.

Todos os envolvidos no crime foram presos pela Polícia Militar no mesmo dia do assassinato.

Vítima foi agredida com pauladas e pedradas (Foto: Arquivo pessoal)

Daniela Casale

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