MN Logo

12 anos. Mais de 101 mil artigos.

  • Polícia
  • Marília
  • Garça
  • Pompeia
  • Oriente
  • Quintana
  • Regional
  • Tupã
  • Vera Cruz
  • Entrevista da Semana
  • MAC
  • Colunas
  • Anuncie
Marília
sex. 13 maio. 2022

13 de maio: o que o movimento negro ainda precisa conquistar?

por Michele Correia

Marílis de Lima Machado é presidente do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial em Marília (Foto: Arquivo Pessoal)

Já se passaram 134 anos desde que a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea, pela abolição da escravatura no país. Apesar de ter passado mais de um século e inúmeras conquistas terem sido juntadas ao longo do caminho, ainda há muito o que percorrer.

Em Marília, por exemplo, apenas 30% da população se autointitula negra, de acordo com o Censo de 2010. Apesar disso, a presidente do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial, Marílis Custódio de Lima Machado, afirma que a estatística não condiz com a realidade, e que este é um dos resultados do preconceito racial.

“Há relatos de pessoas da área da saúde que atendem negros que se autointitulam brancos. Se pensarmos na discriminação, é uma forma de autodefesa”, explica.

Marílis destaca que ainda há – nos dia de hoje – um resquício da falta de cuidado com a comunidade negra, que vem desde o período da abolição da escravatura.

A presidente conta que, naquela época, os escravizados se tornaram livres de um dia para o outro, mas não foi pensado em como eles viveriam e se manteriam.

“Os escravizados se tornaram marginalizados porque foram criadas leis que puniam os desocupados. (Hoje) ainda temos grande parte da nossa sociedade que considera os negros como seres inferiores. O racismo está mais presente do que imaginamos. A maioria da população negra não se vê representada em cargos de liderança, nem na política”, pontua

INSPIRAÇÃO PARA ESCREVER

João Astaque é escritor e estudante de Ciências Sociais da Unesp Marília (Foto: Arquivo Pessoal)

Na contrapartida em anseio pela aceitação numa sociedade acolhedora, justa e mais inclusiva nas aspectos raciais, o estudante de Ciências Sociais da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Marília e escritor João Astaque usa a experiência pessoal como inspiração para escrever.

“(Eu) me identifico com a literatura marginal periférica, meus textos são uma mistura de vivências pessoais e de questões sociais”, conta.

Em 2020, Astaque criou a própria editora junto com um amigo e publicou seu primeiro livro, chamado “O lado mais frio da cidade é o esquerdo do meu peito”.

A obra é descrita como uma coleção de dezesseis crônicas narradas por um personagem anônimo, que revela ao leitor em um tom confessional, pequenas estórias cotidianas. O autor expõe as percepções de um jovem adulto sobre os conflitos com a sociedade, as frustrações e os desejos não realizados. Trabalho, racismo, drogas e sonhos são alguns dos temas abordados.

O escritor defende que ainda há muito a ser feito pela comunidade negra. “Mesmo um século depois (da abolição), os dados nos mostram que as pessoas negras são a maioria em índices de pobreza, violência e encarceramento, e que ainda são minoria nas universidades, em cargos de liderança, seja no poder público ou privado, demonstrando a necessidade de um esforço conjunto para o real enfrentamento do racismo estrutural do nosso país”, diz.

Apesar da luta diária, Astaque exalta os ganhos. “Exemplo é a lei de cotas raciais nas universidades públicas que completa dez anos em agosto, política que permitiu o ingresso de uma quantidade considerável de pessoas negras no ensino superior, possibilitando a ascensão social dessa parcela da população e como consequência, um maior engajamento em torno das questões raciais”, completa.

VIOLÊNCIA É DE FATO MAIOR

De acordo com a edição de 2021 do Atlas da Violência, em 2019, os negros (soma dos pretos e pardos da classificação do IBGE) representaram 77% das vítimas de homicídios, com uma taxa de homicídios por 100 mil habitantes de 29,2.

Comparativamente, entre os não negros (soma dos amarelos, brancos e indígenas), a taxa foi de 11,2 para cada 100 mil, o que significa que a chance de um negro ser assassinado é 2,6 vezes superior àquela de uma pessoa não negra.

Compartilhar

Mais lidas

  • 1
    Clientes denunciam loja de shopping após suspeita de fraude na compra de celulares
  • 2
    Marília perde o corretor José Pedro Moreira, inspiração para o setor imobiliário
  • 3
    Pintor é preso após a descoberta de oito pés de maconha em quintal na zona oeste
  • 4
    ‘Feirinha da droga’ é flagrada em cruzamento da zona oeste e suspeito acaba preso

Escolhas do editor

ACIDENTES DE TRABALHO
Mortes por acidentes de trabalho mais que triplicam em Marília no último anoMortes por acidentes de trabalho mais que triplicam em Marília no último ano
Mortes por acidentes de trabalho mais que triplicam em Marília no último ano
REVITALIZAÇÃO
Prefeitura inicia revitalização do estádio Pedro Sola em MaríliaPrefeitura inicia revitalização do estádio Pedro Sola em Marília
Prefeitura inicia revitalização do estádio Pedro Sola em Marília
MERCADO IMOBILIÁRIO
Financiamentos imobiliários quadruplicam em cinco anos em MaríliaFinanciamentos imobiliários quadruplicam em cinco anos em Marília
Financiamentos imobiliários quadruplicam em cinco anos em Marília
PODER LEGISLATIVO
Câmara de Marília retoma sessões e vota projeto do complexo da represa CascataCâmara de Marília retoma sessões e vota projeto do complexo da represa Cascata
Câmara de Marília retoma sessões e vota projeto do complexo da represa Cascata

Últimas notícias

Mortes por acidentes de trabalho mais que triplicam em Marília no último ano
Prefeitura inicia revitalização do estádio Pedro Sola em Marília
Água: o hábito de cuidar desse recurso essencial começa em casa e gera grande economia
Reforma da USF Aeroporto garante nova estrutura e mais cuidado, diz Danilo

Notícias no seu celular

Receba as notícias mais interessantes por e-mail e fique sempre atualizado.

Cadastre seu email

Cadastre-se em nossos grupos do WhatsApp e Telegram

Cadastre-se em nossos grupos

  • WhatsApp
  • Telegram

Editorias

  • Capa
  • Polícia
  • Marília
  • Regional
  • Entrevista da Semana
  • Brasil e Mundo
  • Esportes

Vozes do MN

  • Adriano de Oliveira Martins
  • Angelo Ambrizzi
  • Brian Pieroni
  • Carol Altizani
  • Décio Mazeto
  • Fernanda Serva
  • Dra. Fernanda Simines Nascimento
  • Fernando Rodrigues
  • Gabriel Tedde
  • Isabela Wargaftig
  • Jefferson Dias
  • Julio Neves
  • Marcos Boldrin
  • Mariana Saroa
  • Natália Figueiredo
  • Paulo Moreira
  • Ramon Franco
  • Robson Silva
  • Vanessa Lheti

MN

  • O MN
  • Expediente
  • Contato
  • Anuncie

Todos os direitos reservados.
Proibida a reprodução total ou parcial.
MN, Marília Notícia © 2014 - 2026

MN - Marília NotíciaMN Logo

Editorias

  • Capa
  • Polícia
  • Marília
  • Regional
  • Entrevista da Semana
  • Brasil e Mundo
  • Esportes

Vozes do MN

  • Adriano de Oliveira Martins
  • Angelo Ambrizzi
  • Brian Pieroni
  • Carol Altizani
  • Décio Mazeto
  • Fernanda Serva
  • Dra. Fernanda Simines Nascimento
  • Fernando Rodrigues
  • Gabriel Tedde
  • Isabela Wargaftig
  • Jefferson Dias
  • Julio Neves
  • Marcos Boldrin
  • Mariana Saroa
  • Natália Figueiredo
  • Paulo Moreira
  • Ramon Franco
  • Robson Silva
  • Vanessa Lheti

MN

  • O MN
  • Expediente
  • Contato
  • Anuncie