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Xiaomi Mi Band 6 chega ao Brasil por R$ 700 e Mi 11 por R$ 8 mil

Tecnologia
09 de junho de 2021

Em mais um lançamento do primeiro semestre de 2021, a Xiaomi anunciou nesta terça-feira, 8, os preços da pulseira inteligente Mi Band 6 e do Mi 11, “melhor celular já produzido pela marca”, segundo a empresa. O aparelho quer disputar na categoria dos flagships — celulares de nível premium — e traz o modelo ao Brasil por R$ 8 mil. Já a pulseira chega ao mercado por R$ 700.

Pelo preço e pelos atributos, a intenção da Xiaomi é conquistar um público com maior poder aquisitivo e com mais exigências. Nesse novo modelo, a empresa trouxe a continuidade da lente de 108 MP (megapixels), que já apareceu em um modelo intermediário — o Redmi Note 10 Pro — além de um processador poderoso que inaugura a sua utilização em celulares: o Snapdragon 888, da Qualcomm.

“A gente continua com a estratégia de negócios, agora com um aparelho ainda mais premium, que é o Mi 11. A nossa estratégia é conquistar públicos mais velhos, que querem mais do que um intermediário de entrada, para competir com as grades marcas do mercado”, afirma Luciano Barbosa, chefe de operação da Xiaomi no Brasil.

O aparelho tem tela Amoled de 6,81 polegadas, controle de cores HDR10+, que oferece maior nitidez e uma taxa de atualização de até 120hz, característica que também estava presente no Redmi Note 10. Esse controle pode ser ajustado manualmente ou configurado de forma automática, para que o sistema identifique qual a melhor forma para rodar os conteúdos.

Nas câmeras, a novidade está no maior sensor de profundidade utilizado pelo sistema, que promete maior qualidade no contraste de cor e nos detalhes. A lente principal, grande angular, é de 108 MP e o conjunto de três câmeras ainda conta com uma ultra

grande angular de 13 MP e uma telemacro de 5MP. O smartphone também possui uma câmera frontal de 20 MP.

O desempenho, reforçado pelo lançamento do processador Snapdragon 888, é integrado por bateria de 4,600 mAh e um carregamento rápido, de aproximadamente 1 hora — o carregador tem potência de 55 Watts. A durabilidade pode ultrapassar as 24 horas de uso sem encontrar uma tomada. No Brasil, o aparelho está disponível com 8GB de RAM e 256GB de armazenamento.

Inaugurando uma era de luxo nos aparelhos da Xiaomi, Barbosa afirma que a marca visa competir no segmento com mais aparelhos e que a empresa quer se posicionar também em um novo nicho de mercado no País.

Chegando ao Brasil nesta terça-feira, o Mi 11 está disponível nas cores branco, cinza e azul, e sai por R$ 8 mil.

Mi Band mais cara da Xiaomi

Já anunciada globalmente, a Mi Band 6, pulseira inteligente da Xiaomi, ganhou data de lançamento e preço no Brasil. E a queridinha dos dispositivos vestíveis veio com ajustes significativos: vai para o mercado por R$ 700. O aumento no preço, segundo Barbosa, tem relação com o aumento da taxa de impostos sobre eletrônicos, além da alta do dólar.

Nas novidades, a pulseira recebeu uma tela Amoled maior, de 1,56 polegada, que cobre cerca de 50% a mais de informações do que a versão anterior, informou a empresa. Além disso, ferramentas de saúde como medição do nível de oxigênio no sangue e melhorias no monitoramento do sono fazem parte da repaginação da pulseira. Mas talvez não justifique o preço.

De acordo com Barbosa, a intenção da empresa é trazer um dispositivo que atue de forma muito semelhante a um relógio inteligente — status não contemplado pela Mi Band — e acredita que o público fiel da pulseira vai aderir à nova versão mesmo com o preço mais alto.

“No Brasil tem uma carga tributária um pouco mais puxada, e a gente importa 100% dos produtos, não temos o benefício de fabricação aqui. Consequentemente, o custo sobe um pouco. A pulseira teve melhoria do sensor, é uma evolução da versão anterior, isso entra nesse custo também”, explica Barbosa.

Em comparação, a Mi Band 5 chegou ao mercado no ano passado por R$ 500, acompanhada de uma versão mais simples, a Mi Band 4C, que custava R$ 300. Mesmo assim, a empresa aposta na crescente de preço e nos novos recursos para justificar a troca de modelos pela versão 2021 — mesmo que R$ 200 mais cara para um público que escolhe não investir em smartwatches.