O West Ham repetiu o que fez o Southampton na última quinta-feira e anunciou que seu elenco, comissão técnica e os diretores vão ter parte de seus salários cortados. A medida visa tentar equilibrar as finanças em meio à pandemia do novo coronavírus. O clube inglês informou que todo os jogadores terão redução salarial, mas não revelou a porcentagem do corte.
“Estou orgulhoso de que toda a nossa equipe tenha deixado claro seu forte desejo de fazer nossa parte para ajudar a apoiar os outros através deste situação”, disse Mark Noble, capitão da equipe, salientando que a medida ajuda a garantir que os funcionários continuem recebendo seus salários integralmente durante a paralisação dos campeonatos.
O vice-presidente Karren Brady, o diretor financeiro Andy Mollet e o técnico David Moyes aceitaram uma redução de 30% em seus vencimentos. Além disso, os empresários e proprietários da equipe, David Sullivan e David Gold, e outros acionistas concordaram em injetar 30 milhões de libras (cerca de R$ 190 milhões) para ajudar a garantir a estabilidade financeira do clube.
O West Ham afirmou que “as economias geradas pela medidas tomadas apoiarão toda a infraestrutura do clube e nos permitirão manter empregos e continuar pagando 100% dos salários dos funcionários”. O clube londrino afirmou que a decisão também ajudará a continuar com as doações destinadas às pessoas mais vulneráveis.
Até aqui, de todos os times do Campeonato Inglês, apenas Southampton e West Ham anunciaram cortes nos pagamentos dos jogadores. Por enquanto, boa parte dos atletas vêm resistindo à pressão de terem seus pagamentos adiados ou aceitarem redução salarial.
Inicialmente, os jogadores da elite do futebol inglês rejeitaram uma proposta das agremiações para cortar seus pagamentos em 30% durante a pandemia do coronavírus, com o sindicato dos atletas alegando que o governo perderia mais de 200 milhões de libras (mais de R$ 1,312 bilhão) em impostos.
No entanto, depois de muitas críticas, os atletas do Campeonato Inglês se uniram e lançaram o Players Together (Jogadores Juntos), projeto que visa a criação de um fundo para destinar doações ao Serviço Nacional de Saúde britânico (NHS, na sigla em inglês) durante a pandemia da covid-19.
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