Marília

Vulnerabilidade social rouba cena e ofusca imagem turística de Marília

Moradores de rua também abordam pessoas na praça Saturnino de Brito (Foto: Alcyr Netto/Marília Notícia)

Problema que persiste desde a pandemia e está a ponto de se tornar crônico, a falta de vigilância efetiva nos prédios públicos tem gerado desconforto e prejuízo ao turismo em Marília.

O mau cheiro presente nos arredores do Museu de Paleontologia, Teatro Municipal e da praça Saturnino de Brito – coração da cidade – causa um certo incômodo aos turistas que visitam a cidade. Funcionários públicos alegam que não podem impedir o direito de ir e vir dos moradores de rua.

Conforme apurado pelo Marília Notícia, os andarilhos dormem na calçada do teatro, fazem uso de bebida alcoólica e drogas no local, e ainda defecam e urinam perto do prédio público. “O cheiro de xixi é horrível e os visitantes da região, de outros Estados e até estrangeiros que vão conhecer o museu, ficam desconfortáveis. Isto envergonha nossa cidade”, afirma fonte preservada pela reportagem.

Abrigo improvisado em frente ao Teatro Municipal (Foto: Alcyr Netto/Marília Notícia)

Os moradores de rua também se alimentam nas calçadas do Complexo Cultural da avenida Sampaio Vidal, esquina com a Rio Branco, e descartam os recipientes com restos de comida no local.

“A comida atrai animais de rua e a situação só piora. Os gramados ficam todos sujos. Infelizmente é um fator social delicado e a cidade não tem uma legislação que respalda o serviço público. Alguns andarilhos usam o museu para carregar celular e, de um tempo para cá, só aumenta a quantidade de moradores de rua que usufruem dos espaços externos cobertos do museu e teatro para dormir, se alimentar e fazer suas necessidades fisiológicas”, completa a fonte.

Informações apuradas pelo MN apontam que ofícios da Prefeitura foram enviados à Polícia Militar com o objetivo de coibir a movimentação no local. A PM tem feito rondas e orienta que os casos de consumo de drogas e defecação podem ser reportados através do 190.

A assessoria de imprensa da Prefeitura de Marília informa que “no que se refere à vigilância patrimonial, no momento, não estão previstas contratações de novos servidores municipais.”

“Atualmente, a vigilância patrimonial possui um moderno sistema de monitoramento 24 horas por dia, nos sete dias da semana, dotado de modernas câmeras de segurança e central de videomonitoramento instalado no Paço Municipal. Trata-se do sistema Ronda Azul”, pontua a nota.

Sobre os moradores de rua, a assessoria diz que existe um trabalho de acolhimento. “No que se refere às pessoas em situação de vulnerabilidade social, através da rede de Assistência Social, o município oferece estratégicos serviços de acolhimento e orientação, além da frequente abordagem social”, reforça.

Cenário de vulnerabilidade social ofusca a imagem turística do Museu de Paleontologia (Foto: Divulgação)

A abordagem social da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social alega que muitos andarilhos não concordam com sair das ruas e preferem não usufruir das acomodações sociais oferecidas pela Prefeitura, a exemplo do Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop), localizado na avenida Brasil, 518, Centro.

“Alguns andarilhos argumentam que ganham mais dinheiro abordando os carros nos semáforos e preferem não seguir as orientações da abordagem social. Eles gostam de viver na rua. Precisamos de uma lei”, desabafa a fonte ao MN.

A praça Maria Izabel, perto da Catedral São Bento, também sofre com a criminalidade. Uma das maneiras encontrada pela Prefeitura de Ourinhos, para coibir a aglomeração de pessoas em situação de rua em determinados locais, foi a implantação de uma Guarda Municipal. Há ainda a opção de contratação de vigilantes.

É importante destacar que tanto a implantação da GM quanto a contratação de vigilância para os espaços públicos resolve por ora a concentração nos prédios. Contudo, a situação de vulnerabilidade social que o município enfrenta hoje é muito mais intrínseca e requer um plano mais detalhado sobre a questão.

Visitantes do Museu de Paleontologia sofrem com o mau cheiro de urina (Foto: Alcyr Netto/ Marília Notícia)

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Gustavo César

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