Convocado nesta segunda-feira (18) para sua quarta participação em Copa do Mundo, Neymar acumula números expressivos com a camisa brasileira.
Maior artilheiro da seleção, com 79 gols em 129 jogos, o atacante ainda busca o título que um mariliense conquistou há mais de seis décadas.
Um dos maiores ídolos do São Paulo Futebol Clube, o zagueiro Jurandir de Freitas foi bicampeão mundial na Copa do Mundo do Chile, disputada em 1962, ao lado de Garrincha, Amarildo, Pelé, Vavá, Didi, Zagallo e Djalma Santos.
Integrante do elenco bicampeão mundial, Jurandir não entrou em campo durante a competição, já que era reserva do capitão Mauro Ramos, mas fez parte oficialmente do grupo que conquistou a taça.
Corinthians de Marília
Nascido em Marília em 12 de novembro de 1940, Jurandir teve uma trajetória marcada pela superação antes de alcançar o futebol profissional. Ainda menino, trabalhou como engraxate. Na adolescência, atuou como pedreiro e também fazia serviços de mecânica nos períodos livres.
A carreira nos gramados começou em 1959, como zagueiro do extinto Sport Club Corinthians de Marília, equipe criada no ano anterior, que disputou apenas a Terceira Divisão estadual daquela temporada e fechou as portas no ano seguinte.
Após a passagem inicial, o defensor foi para a Associação Atlética São Bento, onde permaneceu entre 1960 e 1961.
Na época, o “Bentão” era responsável por representar Marília nas competições profissionais, já que o Marília Atlético Clube (MAC) disputava apenas torneios amadores.
Ídolo tricolor
O desempenho chamou a atenção do São Paulo Futebol Clube, que oficializou a contratação do mariliense em 13 de fevereiro de 1962. Dois dias depois, Jurandir estreou pelo Tricolor e iniciaria uma trajetória de uma década no clube.
Entre 1962 e 1972, disputou 395 partidas pelo São Paulo e participou das campanhas que renderam os títulos paulistas de 1970 e 1971. Ainda em seu primeiro ano no clube, recebeu a convocação para a Copa do Mundo disputada no Chile.
Passagem pelo MAC
Pela Seleção Brasileira principal, o zagueiro disputou 16 partidas ao longo da carreira. Após deixar o São Paulo, retornou a Marília em 1972 para vestir a camisa do MAC por seis meses. No ano seguinte, transferiu-se para o Comercial de Campo Grande (MS), mas uma lesão no joelho nos primeiros jogos interrompeu a carreira.
Jurandir morreu em 6 de março de 1996, aos 55 anos. O nome do ex-jogador permanece na cidade em uma rua localizada no Núcleo Habitacional Alcides Mattiuzzi, na zona norte.
Marilienses com a amarelinha
Além de Jurandir, outros marilienses também defenderam a Seleção Brasileira principal ao longo da história, como o zagueiro Márcio Rossini, ex-Santos; os meias Jorginho Putinatti, ex-Palmeiras, e Lucas Lima, do Goiás; além do atacante Guilherme Alves, ex-Atlético Mineiro.
Pela seleção olímpica, os marilienses Marlon Brandão, ex-Santa Cruz-PE, e Fabiano, ex-São Paulo, também vestiram a camisa amarela. Este último disputou os Jogos Olímpicos de Sydney, em 2000.
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