Polícia

Vídeo mostra momento em que construtor foi preso pela Polícia Civil em Marília

Bombeiros ajudam escavação em quintal de casa na zona norte de Marília (Foto: Alcyr Netto/Marília Notícia)

Marília foi surpreendida com a prisão do construtor Manoel Messias Cândido, de 54 anos, acusado de matar e enterrar a companheira no quintal da casa que morava na zona norte da cidade.

O corpo foi descoberto na quinta-feira (28). Um vídeo exclusivo ao qual a reportagem teve acesso mostra o momento em que o autor, que trabalhava tranquilamente sobre um telhado, é abordado por um policial civil.

O homem aparenta surpresa e balbucia: “não estou sabendo de corpo nenhum”, antes de ter o nome confirmado e ser conduzido à Central de Polícia Judiciária (CPJ).

As imagens impressionam pelo contraste entre um trabalho que fazia parte da rotina de Manoel – um dia aparentemente comum na vida de um construtor – e a gravidade da acusação.

O flagrante aconteceu no bairro Vida Nova Palmital (zona norte), próximo ao Jardim Lavínia. O homem foi detido logo após a polícia localizar os restos mortais de Michele Aparecida da Silva de Moraes, de 29 anos, desaparecida desde fevereiro de 2024.

Ela foi enterrada no quintal de um imóvel alugado na avenida Merry Nicolas Martinez Ramos.

Segundo a polícia, a investigação começou após uma denúncia anônima recebida pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG). Confrontado, Manoel confessou ter matado Michele durante uma discussão em 2023, utilizando uma barra de amortecedor para atingi-la na cabeça.

Ele alegou que agiu em legítima defesa, após a vítima supostamente tentar atacá-lo com uma faca. Após o crime, enterrou o corpo no quintal e deixou o imóvel pouco tempo depois.

Michele estava desaparecida desde fevereiro de 2024 (Foto: Redes Sociais)

OCULTAÇÃO DE CADÁVER

Inicialmente preso em flagrante por ocultação de cadáver — crime considerado permanente —, Manoel teve a prisão convertida em prisão preventiva por homicídio qualificado, após o delegado responsável encontrar indícios claros de assassinato.

A polícia agora aguarda os laudos do Instituto Médico Legal (IML) e do Instituto de Criminalística (IC), que poderão comprovar as circunstâncias da morte. A possibilidade de feminicídio também está sendo investigada, a depender da confirmação de um contexto de violência doméstica.

O celular de Manoel foi apreendido e será periciado, com o objetivo de levantar mais informações sobre o relacionamento com a vítima e eventuais mensagens que possam esclarecer a motivação do crime.

Michele, mãe de três filhos e com passagens pelo sistema prisional, teve seu desaparecimento registrado pela mãe no ano passado. A família manifestou tristeza e surpresa com o desfecho.

Carlos Rodrigues

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