Marília

Vídeo de trans nua expõe drama da saúde mental na pandemia

Trans quase é atropelada, na avenida República; situação sem sido recorrente, relatam internautas (Reprodução/Redes Sociais)

Imagens gravadas por transeuntes no cruzamento da avenida República com a rua Dermânio da Silva Lima, na zona Norte de Marília, viralizaram nas redes sociais nesta segunda-feira (27). Uma pessoa totalmente nua aparece no cruzamento. O flagrante revela o drama da saúde em relação a assistência das pessoas em sofrimento psíquico. (veja o vídeo)

O vídeo mostra um transexual que teria problemas psiquiátricos e estaria em surto. Uma mulher conversa com ela – a pessoa filmada se identifica com o sexo feminino – e em seguida ela atravessa a rua e quase é atingida por uma perua, que precisa parar para evitar atropelamento.

 

Nas redes sociais, internautas escreveram que se trata de uma pessoa vista com frequência no mesmo cruzamento. Não raramente, se expõe a risco, entrando na frente dos veículos.

Relatos de pessoas em situação de vulnerabilidade – em relação à saúde mental – intensificaram-se com a pandemia do novo coronavírus. A falta de atividades ou redução do atendimento, principalmente nos serviços especializados intermediários, tem favorecido a desorientação e gerado emergências.

SERVIÇO

A supervisora do Programa de Saúde Mental da Secretaria Municipal da Saúde, Simone Alves Cotrim, afirmou ao Marília Notícia que a cidade conta com três unidades do Centro de Atenção Psicossocial (Caps).

O Com-Viver é destinado a pessoas com transtornos mentais severos, crônicos e persistentes. Já o Caps Infantil Catavento é voltado às crianças e adolescentes em sofrimento psíquico. Ambos são geridos pela Saúde Municipal.

Já o Caps AD (Álcool e outras Drogas), que atende pessoas com transtornos por uso de substancias, está sob gestão do Estado, através da Faculdade de Medicina de Marília (Famema)

Simone explica que casos mais graves, como o do transexual mostrado no vídeo, exigem ação conjunta.

“O Samu pode ser acionado, mas só se for para condução voluntária ou se algum familiar assumir o controle da situação. Em alguns casos, para atendimento emergencial (Hospital das Clínicas) é necessário também apoio policial, preferencialmente também com a família assistindo”, disse.

No caso dos serviços municipais dos Caps (pessoas que se não se encontram em surto), ela informa que os grupos estão suspensos por questão de segurança e não aglomeração.

“Não há prejuízo para o usuário, pois os que temem e se negam ir ao serviço, os familiares estão indo buscar a receita (médica) e quando inviável, estão recebendo remédios em casa”, afirma.

Em casos de urgência e emergência a referência sempre é o Pronto Socorro do HC, explica a psicóloga que coordena a área de saúde mental na cidade.

Carlos Rodrigues

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