Regional

Vendas do varejo na região de Marília têm alta de 2,5% em junho

O comércio varejista na região de Marília faturou R$ 1,29 bilhão em junho, alta de 2,5% em relação ao mesmo mês de 2017. Essa foi a maior cifra para o mês desde o início da série histórica, em 2008. No primeiro semestre do ano, houve um crescimento de 4% e, no acumulado dos últimos 12 meses, a elevação foi de 4,4%.

Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista do Estado de São Paulo (PCCV), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) com base em informações da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP).

Das nove atividades analisadas, cinco apresentaram alta nas vendas em relação a junho do ano passado, com destaque para outras atividades (7,3%); e materiais de construção (13,9%). Somadas, contribuíram com 2,5 pontos porcentuais para o desempenho geral.

Em contrapartida, os segmentos de concessionárias de veículos (-2,8%); e autopeças e acessórios (-2,6%) apresentaram as maiores quedas nas vendas na mesma base comparativa, exercendo uma pressão negativa de 0,3 pontos porcentuais para o resultado final.

“Embora essa recuperação represente um alívio para o setor varejista de nossa região, esses números não podem ser interpretados como permanentes, pois os principais indicadores econômicos determinantes para o consumo ainda estão em queda, com destaque para o desemprego, que há seis meses trazem números negativos em nossas pesquisas”, ressalta Pedro Pavão, presidente do Sincomercio Marília.

Desempenho estadual

As vendas do comércio varejista no Estado de São Paulo atingiram R$ 53,6 bilhões em junho, alta real de 3,5% em comparação ao mesmo período de 2017. Foi a maior cifra para o mês desde 2013. Assim, o faturamento real do setor registrou elevações de 5,7% no ano e de 5,2% no acumulado de 12 meses.

No mês, a maioria das atividades do comércio apresentou expansão, assim como quase todas as 16 regiões do Estado, com exceção do consolidado das concessionárias de veículos e do faturamento real do comércio na região de Presidente Prudente.

Das nove atividades pesquisadas, sete mostraram aumento em seu faturamento real em relação a junho do ano passado, com destaque para o grupo de outras atividades (6,1%) – em que predomina o varejo de combustíveis –, e eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (10,5%). Somadas, essas altas contribuíram para o resultado geral com 2 pontos porcentuais. O único segmento a apresentar retração foi o de concessionárias de veículos (-3,9%), resultando em uma pressão negativa de 0,5 ponto porcentual, enquanto autopeças e acessórios apontou estabilidade.

Expectativa

As turbulências políticas refletidas no mercado de câmbio e nas Bolsas são elementos importantes para definição do comportamento do varejo até o fim de 2018. No momento, assumem-se como tendências, que devem prevalecer até o final do ano, um cenário de inflação sob controle e manutenção de equilíbrio no quadro institucional e político.

Entretanto, isso não exclui a atenção para a intensidade que esses efeitos terão sobre o comportamento futuro dos preços, pois disso dependerá a manutenção do ritmo de vendas observado até agora. Ainda de acordo com a Federação, considerando os resultados recentes de vendas, as projeções apontam para um crescimento anual ao redor de 4% em 2018, um ponto abaixo da estimativa anterior.

Nota metodológica

A Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV) utiliza dados da receita mensal informados pelas empresas varejistas ao governo paulista por meio de um convênio de cooperação técnica firmado entre a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

As informações, segmentadas em 16 Delegacias Regionais Tributárias da Secretaria, englobam todos os municípios paulistas e nove setores (autopeças e acessórios; concessionárias de veículos; farmácias e perfumarias; lojas de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos; lojas de móveis e decoração; lojas de vestuário, tecidos e calçados; materiais de construção; supermercados; e outras atividades).

Os dados brutos são tratados tecnicamente de forma a apurar o valor real das vendas em cada atividade e o seu volume total em cada região. Após a consolidação dessas informações, são obtidos os resultados de desempenho de todo o Estado.

Amanda Brandão

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