A saúde mental foi um dos temas discutidos pelo Conselho Municipal de Saúde de Marília (Comus), que fez alerta e cobrou providências da Prefeitura, segundo ata divulgada pelo colegiado. A reunião ordinária, realizada no último dia 29, aprovou e deliberou sobre o Fórum de Saúde Mental, além de reiterar demandas ao Executivo.
A principal preocupação é a falta de estrutura e, sobretudo, de profissionais para atender à crescente demanda de pacientes em sofrimento psíquico. O Comus apontou que a rede municipal enfrenta déficit de psiquiatras, psicólogos e terapeutas ocupacionais, especialmente nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e na Atenção Primária.
O conselho defende a contratação urgente desses profissionais e a reintegração de servidores especializados — como psicólogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, assistentes sociais e enfermeiros — que atualmente estão lotados em outros setores da administração.
Nova coordenação
Outra exigência é a nomeação imediata de um coordenador de saúde mental com qualificação técnica específica na área. Para o colegiado, a ausência de uma liderança especializada compromete a organização da rede e a implementação de políticas públicas eficazes.
O Comus também cobra a retomada da educação permanente das equipes da Atenção Primária, incluindo profissionais das unidades próprias e da organização social responsável pela Estratégia Saúde da Família.
O objetivo é aprimorar o acolhimento, estabelecer fluxos claros de atendimento e fortalecer a linha de cuidado desde a porta de entrada do SUS até os serviços especializados.
O conselho ainda defende que esses protocolos sejam amplamente divulgados à população, com informações acessíveis nas unidades de saúde, nas redes sociais e no portal da Prefeitura, para garantir transparência e facilitar o acesso aos serviços.
O texto destaca que a ampliação da assistência é essencial para reduzir danos e enfrentar situações extremas, como casos de suicídio, apontados como uma das maiores preocupações na saúde pública.
O Marília Notícia chegou a questionar a Prefeitura sobre o assunto, mas não teve retorno até a publicação da matéria. Caso haja retorno, o texto será atualizado.
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