Marília e região

Urologista de Marília alerta para riscos do chip de testosterona

Guzzardi alerta que a grande maioria dos jovens abaixo dos 30 anos não precisa de reposição hormonal (Foto: Arquivo/Marília Notícia)

O cantor Zé Felipe, de 27 anos, filho do sertanejo Leonardo, trouxe à tona um importante debate de saúde pública ao revelar que sua vida mudou após a colocação de um “chip” de testosterona. O relato levantou discussões sobre a crescente busca por terapias de reposição hormonal entre jovens — tema de forte interesse social e relevância médica, mas que exige cautela.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Zé Felipe afirmou que exames de rotina apontaram cortisol elevado e testosterona baixa, quadro associado a noites desreguladas de sono. Após o implante hormonal, ele relatou melhora significativa na disposição. “Fora energia, gás, vontade de viver, vontade de proteger quem você ama”, declarou, ao indicar que o hormônio teria regulado seu organismo.

Apesar do entusiasmo, a comunidade médica faz ressalvas. O médico urologista André Alvarez Guzzardi, que atua com foco na saúde do homem a partir dos 30 anos, destaca que a maioria dos jovens abaixo dessa faixa etária não necessita de reposição hormonal.

Segundo o especialista, na juventude, a queda nos níveis de testosterona costuma ser temporária e, em geral, está associada a fatores de estilo de vida, como estresse, privação de sono, má-alimentação e sedentarismo.

Nesses casos, o tratamento mais indicado não é a reposição hormonal, mas a mudança de hábitos. “Corrige a base que provavelmente o testículo vai voltar a produzir a testosterona em níveis normais”, orienta o urologista.

A reposição de testosterona — por meio de implantes subcutâneos, injeções ou via oral — tem indicações clínicas restritas e é recomendada principalmente em situações de falência testicular definitiva.

O uso precoce e sem indicação desses hormônios pode causar prejuízos à saúde. Entre os principais riscos apontados por Guzzardi estão eventos cardiovasculares e infertilidade.

O caso reforça a necessidade de cautela diante de tendências de saúde difundidas nas redes sociais. Especialistas recomendam que jovens com sintomas de fadiga ou alterações hormonais procurem avaliação médica, para investigar as causas antes de iniciar qualquer tipo de reposição.

Alcyr Netto

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