A Universidade de Marília (Unimar) realizou a primeira colheita de milho no FarmLab, marcando o encerramento do ciclo inicial do projeto desenvolvido em parceria com a empresa Jacto e outras instituições do setor. Segundo a universidade, a iniciativa integra ensino, pesquisa e tecnologia aplicada ao agronegócio, com participação de docentes e estudantes em todas as etapas da produção.
De acordo com o docente do curso de Direito e um dos idealizadores do projeto, Jefferson Aparecido Dias, a colheita representa a conclusão de um trabalho iniciado há cerca de um ano. “Nós chegamos ao final de um ciclo que começou com uma ideia e hoje se concretiza com a colheita. Foram meses de muito trabalho, coleta de dados e envolvimento de diversos cursos. O FarmLab já mostrou para que veio, transformar o campo por meio da tecnologia e formar profissionais preparados para essa nova realidade”, afirmou.
Segundo a Unimar, o projeto teve início em maio do ano passado, com reuniões de estruturação. Desde então, acompanhou todas as fases da cultura, incluindo preparo do solo, plantio, manejo e monitoramento, gerando dados e proporcionando vivência prática aos estudantes.
Jefferson também destacou a parceria entre as instituições. “São duas instituições com uma trajetória consolidada, que somam mais de 150 anos de experiência, Unimar e Jacto, colocando esse conhecimento à disposição do agronegócio. É um projeto que nasce com consistência e perspectiva de promover grandes transformações no campo”, disse.
O gerente de Agricultura Digital da Jacto, Guilherme Panes, ressaltou a continuidade da iniciativa. “Hoje é a realização de uma etapa importante, mas o projeto é contínuo. Vamos seguir plantando, gerando dados e formando profissionais. O diferencial está justamente na integração entre universidade e campo, com os alunos participando ativamente desse processo”, afirmou.
De acordo com o coordenador do curso de Engenharia Agronômica, Ronan Gualberto, a proposta pedagógica aproxima os estudantes da realidade do setor. “Os alunos têm contato direto com tecnologias da agricultura 4.0 desde o início do curso. Isso amplia a formação e prepara melhor para o mercado, que exige profissionais cada vez mais qualificados”, disse.
Entre os estudantes, a experiência prática foi destacada como um dos principais ganhos. A acadêmica Julia Monteto afirmou: “O FarmLab proporcionou contato com diferentes áreas e tecnologias. A gente consegue entender melhor, na prática, como funciona o campo e o que vamos encontrar na profissão.”
Segundo a universidade, a escolha do milho para o primeiro ciclo se deve à relevância da cultura no agronegócio brasileiro, com produção superior a 130 milhões de toneladas por safra e importância em cadeias como alimentação animal e biocombustíveis.
O mestrando Gustavo Marconato também ressaltou o papel da inovação. “Existe uma demanda crescente por inovação no agronegócio. O projeto permite essa integração e fortalece tanto a formação quanto a troca de conhecimento entre alunos, professores e o mercado”, afirmou.
Para o reitor da Unimar, Márcio Mesquita Serva, a iniciativa amplia a atuação da instituição. “Seguimos ampliando a atuação da Universidade de Marília, levando o ensino para além da sala de aula e fortalecendo a conexão com o setor produtivo. Essa integração é fundamental para formar profissionais preparados para os desafios atuais”, disse.
Com o encerramento da safra, o FarmLab entra em nova etapa, com planejamento de próximos ciclos produtivos e continuidade das atividades de experimentação e formação prática, segundo a universidade.
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