Marília

Transportadoras de Marília evitam regiões do RJ

Preocupadas com os altos índices de criminalidade, algumas transportadoras de Marília estão recusando viagens para certas regiões Rio de Janeiro, Estado que inclusive passa por intervenção Federal na área da Segurança Pública. No ano passado foram 10.599 roubos de carga por lá, o equivalente a um crime a cada 50 minutos.

Em 2010, sete anos antes, no Estado vizinho foram 2.619 roubos de carga, quatro vezes menos. Somente no ano passado o prejuízo estimado foi de R$ 607 milhões, segundo dados do governo do RJ e da Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro).

Os números tornam viagens de qualquer lugar do Brasil para o RJ um negócio de risco e, claro, em não é diferente para empresas que despacham cargas e outras encomendas de Marília. Os próprios Correios, por exemplo, passaram a cobrar uma taxa extra para entregas no Rio.

Em nota, os Correios informou que a “violência chegou a níveis extremos e o custo para entrega de mercadorias nessa localidade sofreu altíssimo impacto, dadas as medidas necessárias para manutenção da integridade dos empregados, das encomendas e até das unidades dos Correios”.

Em Marília uma das empresas que lidam com carga e fazem restrições por conta da insegurança em relação a áreas de risco no RJ é a Transportadora Rizzo. O gerente Carlos Alberto falou do problema com a reportagem do Marília Notícia.

“Tem alguns CEPs que quando a gente lança no nosso sistema, já dá a informação de que não é atendido. Tem algumas áreas a gente não consegue enviar mercadoria, a não ser que seja para o cliente retirar no armazém da transportadora”, afirma Alberto.

Segundo o gerente da transportadora, “existe uma boa oferta para o Rio de Janeiro”, mas a violência tem afetado os negócios. Os principais produtos despachados de Marília para o RJ são alimentícios, segmentos fundamental da indústria local.

De acordo com informações oficiais, os crimes acontecem principalmente em rodovias, como a Presidente Dutra (BR-116), que liga São Paulo ao Rio. A região com maior número de roubos de carga é próximo aos bairros da Pavuna, na divisa com a Baixada Fluminense, e Acari.

Outro ponto crítico fica em São Gonçalo, na área metropolitana, onde houve uma explosão de roubos de cargas nos últimos meses.

Leonardo Moreno

Leonardo Moreno é jornalista e atualmente cursa Ciências Sociais. Vê o jornalismo de dados como uma importante ferramenta para contar histórias, analisar a sociedade e investigar o poder público e seus agentes.

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