Rogério Alexandre da Graça (PP) hoje é vereador, mas já comandou a Codemar (Foto: Divulgação)
A segunda Câmara do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) decidiu, em sessão da última terça-feira (16), manter a reprova das contas de 2015 da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Marília (Codemar).
Na época a empresa de capital misto – com 95,8% das ações em nome da Prefeitura de Marília – era comandada pelo hoje vereador Rogério Alexandre da Graça (PP), conhecido como Rogerinho. Ele foi o parlamentar mais votado no pleito municipal do ano passado.
Ainda cabe recurso ao pleno do TCE, mas a segunda Câmara decidiu negar o recurso ordinário apresentado por Rogerinho, segundo a orientação do Ministério Público de Contas.
O conselheiro relator do recurso ordinário, Dimas Ramalho, negou provimento e foi acompanhado dos demais colegas que compõem o colegiado.
O recurso de Rogerinho foi apresentado contra decisão expedida pelo TCE em maio de 2019, cuja redação foi dada pelo auditor Alexandre Manir Figueiredo Sarquis – veja abaixo detalhes sobre as irregularidades constatadas.
A reprova das contas de 2015 da Codemar atende as “manifestações unânimes dos Órgãos Técnicos da Casa, visto que as irregularidades constatadas na instrução processual foram acatadas pela empresa”, segundo o auditor responsável pela decisão em primeira instância.
Segundo o auditor do TCE, as contas de 2015 da Codemar “encontram-se eivadas de máculas graves o suficiente para o seu total comprometimento”.
Questionado pela reportagem do Marília Notícia, Rogerinho informou que vai “pedir pro jurídico verificar e marcar uma audiência com o Dimas Ramalho pra verificar o que ocorre”.
REPROVA
Veja abaixo, por tópicos, os problemas que levaram à reprova das contas de Rogerinho à frente da Codemar em 2015:
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