Marília e região

Tarcísio autoriza contratação de médicos anestesistas para o HCFamema

Médicos residentes do HC Famema chegaram a entrar em greve em Marília (Foto: Alcyr Netto/Marília Notícia)

O governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), autorizou a contratação de 10 médicos anestesiologistas para o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Marília (HCFamema). A decisão foi publicada na edição desta quarta-feira (12) do Diário Oficial.

De acordo com o despacho de Tarcísio, a contratação ocorrerá por meio de um processo seletivo simplificado e terá caráter temporário. A medida visa suprir a demanda por profissionais da especialidade de anestesiologia até a admissão definitiva dos aprovados no concurso público, que já está em andamento.

O despacho destacou que a contratação temporária deve ocorrer sem impactar a expansão de despesas com pessoal e encargos sociais. A autorização leva em consideração pareceres técnicos das secretarias estaduais da Saúde, de Gestão e Governo Digital e da Fazenda e Planejamento, além da manifestação da Casa Civil.

Com a contratação dos novos profissionais, a expectativa é de que o HCFamema possa melhorar a qualidade e a agilidade dos atendimentos cirúrgicos, reduzindo filas e tempos de espera para procedimentos que necessitam de anestesia.

A direção do hospital ainda deve divulgar informações sobre a abertura do processo seletivo e os prazos para inscrição dos interessados.

GREVE

Os médicos residentes do HCFamema entraram em greve no mês passado. O movimento grevista também foi motivado por uma série de problemas estruturais, que vinham se agravando desde novembro de 2024. O principal deles era justamente a falta de anestesiologistas, inviabilizando a realização de cirurgias eletivas e gerando superlotação nos ambulatórios.

O HCFamema, que é referência para mais de 1,2 milhão de habitantes em 62 municípios, possui sete salas cirúrgicas, mas a falta de profissionais limita o atendimento a apenas algumas especialidades por vez. Outro ponto crítico seria o cancelamento recorrente de cirurgias eletivas, que forma filas enormes e, em casos extremos, ao falecimento de pacientes que aguardam os procedimentos.

Desde novembro de 2024, um rodízio cirúrgico teria sido implementado, com cada especialidade tendo apenas dois dias por mês para realizar cirurgias, o que estaria sendo insuficiente para atender a demanda.

Os médicos residentes encerraram a greve no dia 28 de fevereiro, informando que a decisão “vem a após o reconhecimento da iniciativa” da superintendência do hospital e da Secretaria de Estado da Saúde na busca por soluções.

Alcyr Netto

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