Marília

STJ decide pela prescrição do crime de Camarinha, diz defesa

A defesa do ex-deputado Abelardo Camarinha (PSB) afirma que a ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), decidiu pela prescrição da punibilidade do político em ação em que foi condenado por uso indevido de verbas públicas.

Em tese, a inelegibilidade de Camarinha também seria revista, segundo seu advogado, Cristiano Mazeto. No entanto, o Ministério Público Federal (MPF) ainda pode recorrer da decisão dentro do próprio STJ e reverter a situação.

A depender do que ainda for decidido no caso, cabem recursos até mesmo ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A assessoria de imprensa do STJ não confirma o teor do voto de Laurita no recurso especial que tramitava na sexta turma da corte e diz que o texto ainda não está disponível para consulta por conta de andamentos burocráticos. A publicação da decisão é esperada para esta sexta-feira (12).

Entenda

Conforme o processo, Camarinha nomeou uma “funcionária fantasma” quando era prefeito de Marília em 2004. A prescrição ocorre quando se passado um longo período de tempo desde o ocorrido. A defesa de Camarinha não soube dizer quando o crime prescreveu.

A mulher foi nomeada assistente técnica da secretaria da Fazenda da Prefeitura, mas trabalharia no escritório particular do político. Ela nunca teria assumido o cargo e o crime ocasionou prejuízo avaliado em R$ 43 mil aos cofres públicos.

Abelardo havia sido condenado a seis anos de prisão no regime semiaberto, pagamento de multa no valor de 100 salários mínimos e a proibição de exercer cargo ou função pública, eletivo ou de nomeação.

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), no entanto, converteu a pena do semiaberto em prestação de serviços à comunidade, o que foi questionado pelo Ministério Público Federal em fevereiro deste ano.

Eleições

A proibição de exercer cargo público havia sido mantida na decisão do TJ. Agora, o advogado de Camarinha afirma que “em tese” seu cliente poderá concorrer na eleição municipal de 2020.

Ainda assim, o nome de Abelardo ainda aparece em dois processos cadastrados no Cadastro Nacional de Condenações Cíveis por Ato de Improbidade Administrativa e Inelegibilidade.

No entanto, de acordo com Mazeto, aquelas ações não enquadrariam seu cliente como “ficha suja”. O Marília Notícia acompanha o caso.

Leonardo Moreno

Leonardo Moreno é jornalista e atualmente cursa Ciências Sociais. Vê o jornalismo de dados como uma importante ferramenta para contar histórias, analisar a sociedade e investigar o poder público e seus agentes.

Recent Posts

Presidente da Câmara destaca ampliação dos serviços para autistas e apoio às famílias

Presidente da Câmara, vereador Danilo Bigeschi, afirmou que as ações ampliam o acesso a serviços…

19 horas ago

Ex-companheira é atacada dentro de apartamento em Marília

Um homem de 31 anos foi preso em flagrante pela Polícia Militar (PM), na noite…

20 horas ago

Operação da PM detém trio por tráfico e apreende drogas em Marília

A Polícia Militar (PM) prendeu dois homens e apreendeu um adolescente por envolvimento com o…

20 horas ago

Governo Vinicius apresenta equilíbrio fiscal e mantém ritmo de execução

Equilíbrio entre arrecadação, despesas e endividamento está diretamente ligado à sustentabilidade fiscal (Foto: Joe Arruda/Marília…

21 horas ago

Fraude no abastecimento não é falha pontual, é injustiça social

Religações clandestinas representam um desrespeito direto às regras que garantem a distribuição equilibrada da água…

21 horas ago

‘Doava sangue mesmo com a rotina mais corrida’ diz superdoador

Roberttino Santos começou a doar sangue em Assis, aos 18 anos (Foto: Alcyr Netto/Marília Notícia)…

21 horas ago

This website uses cookies.