Apreensão feita pela Dise durante operação Synthlux em Marília (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
Quatro homens acusados de tráfico de drogas, réus na operação Synthlux – que identificou em Marília dezenas de jovens de classe média alta, especializados na venda de drogas sintéticas – foram beneficiados por decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ), publicadas nesta terça-feira (10).
Eles eram os últimos foragidos, após série de decisões que têm garantido aos réus a possibilidade de responderem ao processo em liberdade. No total, a ação penal em Marília tem 28 envolvidos no que, segundo a polícia, foi um grande “esquema de jovens ricos para vender drogas a um público de alto poder aquisitivo.”
Em despacho da sexta-feira (6), que já gerou notificação em Marília, o ministro Messod Azulay Neto analisou agravo regimental interposto por um dos acusados, em pedido de habeas corpus. No final de outubro, o mesmo magistrado havia negado o benefício.
Na época, escreveu: “a fuga do distrito da culpa é fundamento válido e revela a contemporaneidade da segregação cautelar, forte da asseguração da aplicação da lei penal”. Agora, reconsiderou a decisão, mesmo com o acusado se mantendo foragido.
Com julgamento favorável, além do réu que impetrou o habeas corpus (HC), saem da lista de procurados mais dois envolvidos. Em outro recurso, com despacho na mesma data, o ministro Azulay Neto liberou um quarto réu, com base no mesmo fundamento.
RICOS X DISE
A operação da Polícia Civil, desencadeada em fevereiro pela Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes de Marília (Dise), sofreu revés poucos dias após a prisão, quando 18 réus foram colocados em liberdade pela Justiça de Marília.
Demorou dois meses para que o TJ-SP acolhesse um recurso do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) e revertesse a decisão do judiciário local. Assim, foi decretada a prisão de 28 envolvidos, mas quase ninguém foi preso.
Em outubro, uma decisão do ministro Messod Azulay Neto já havia tirado da lista de foragidos 24 pessoas. Agora, com o desfecho (parcial) dessa semana, todos respondem em liberdade.
Os envolvidos no esquema têm endereços, inicialmente, nas cidades de Marília, Assis, Ourinhos, Catanduva e Matão.
Segundo a polícia, os acusados têm fachada como estudantes e empresários. Pelo estilo de vida, em comparação com os traficantes presos rotineiramente na cidade, eram suspeitos improváveis.
A operação recebeu o nome de Synthlux, em referência à droga sintético e ao público-alvo do bando.
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