João Pinheiro está preso desde maio em Madri, na Espanha (Foto: Alcyr Netto/Marília Notícia)
O Supremo Tribunal Federal (STF) analisa em plenário virtual um recurso da defesa do empresário João Henrique Pinheiro, que está preso desde maio na Espanha. Ele foi detido após ter o nome incluído pela Bolívia na lista vermelha da Interpol.
A defesa tenta reverter a decisão que rejeitou o habeas corpus, no qual questiona a legalidade da prisão determinada pela Justiça espanhola.
O relator do caso, ministro Luís Roberto Barroso, votou para manter sua decisão anterior e rejeitar o pedido. Segundo ele, o STF só pode julgar atos de autoridades brasileiras, exceto quando decisões de outros países forem incorporadas à Justiça nacional, como em casos de extradição ou homologação de sentença.
Os advogados de Pinheiro alegam que o habeas corpus é válido para defender brasileiros presos no exterior de abusos ou ilegalidades. Barroso, porém, destacou que não houve indicação de ato ou omissão de autoridades brasileiras que justificasse a atuação do Supremo.
O voto do ministro foi acompanhado por Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. O julgamento virtual começou em 12 de setembro e segue até o dia 19, ainda com sete ministros por votar.
EXTRADIÇÃO PARA O BRASIL
No dia 2 de setembro, a defesa de João Henrique Pinheiro pediu oficialmente que ele seja extraditado para o Brasil, para cumprir pena já determinada pela Justiça de Marília.
Segundo documentos obtidos com exclusividade pelo Marília Notícia, a prisão na Espanha não está ligada a condenação, mas a um inquérito da Bolívia por suposto estelionato.
Os advogados afirmam que a Bolívia perdeu o prazo de 45 dias para enviar a documentação formal de extradição à Espanha. Mesmo assim, a Justiça espanhola prorrogou esse prazo, o que, segundo a defesa, seria ilegal e abusivo.
O pedido, assinado pelo advogado Luiz Eduardo Gaio Junior, argumenta que o Brasil deve ter prioridade porque Pinheiro já tem condenação definitiva em Marília, de dois anos de prisão.
A solicitação se baseia no Tratado de Extradição entre Brasil e Espanha, de 1990, que prevê preferência ao país de origem do acusado quando houver mais de um pedido. Pinheiro é brasileiro nato.
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP), em Marília, apoiou a extradição, afirmando que ela é necessária para executar a pena já aplicada e dar andamento a outros processos criminais contra o empresário. O promotor Lysaneas Santos Maciel lembrou que uma solicitação anterior de extradição já havia sido aceita pelo Ministério da Justiça.
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