Funcionários usam máscaras no aeroporto de Guarulhos como medida preventiva ao novo coronavírus 31/01/2020 REUTERS/Amanda Perobelli
Ministério da Saúde informou nesta quarta-feira, 12, que investiga três novos casos suspeitos de infecção pelo coronavírus. No total, são 11 casos ainda investigados, mas não há nenhuma confirmação – 33 casos analisados já foram descartados. No Estado de São Paulo, são 6 casos suspeitos.
Os casos estão sendo analisados pelo laboratório do Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo. Os pacientes sob suspeita estão em isolamento domiciliar e os familiares estão orientados para prevenção de eventual transmissão do vírus. A secretaria recomenda uso de máscaras e higienização dos pertences utilizados pelo paciente com suspeita de coronavírus. A pessoa deve permanecer em casa e evitar contato.
João Gabbardo dos Reis, secretário-executivo do Ministério da Saúde, explicou que a maior concentração de casos suspeitos em São Paulo se deve ao tamanho da população do Estado e também por ter um fluxo maior de pessoas que chegam da China. “São Paulo sempre é área com o maior número de casos de influenza por conta do clima e também porque, em números absolutos, sempre vai ter mais casos por ter uma população maior. Também porque é um Estado com relações comerciais maiores com a China”.
Dos 33 casos descartados para infecção pelo coronavírus, 14 foram positivos para infecção pelo vírus Influenza (sendo 7 para o tipo B e 7, para o A).
Repatriados
Exames de sangue feitos nos 58 brasileiros que estão em quarentena em Anápolis (GO) descartaram em todos a presença do coronavírus. Os 34 brasileiros que viviam na China e os 24 tripulantes e profissionais de saúde e de comunicação que acompanharam a viagem de retorno dos repatriados tiveram amostras coletadas no domingo, 9, dia em que chegaram ao Brasil e os exames foram concluídos nesta terça-feira, 11. Novos testes serão feitos no próximo domingo, 16.
O ministério explicou que foi feito o exame RT-PCR, específico para o coronavírus que provoca a epidemia na China e que identifica a presença do RNA viral. Em todos os 58, o resultado foi negativo.
O último boletim divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), na terça-feira, 11, aponta que, em todo mundo, já foram confirmados 43.103 casos de infecção – 42.708 são da China, onde já morreram 1.017 pessoas em decorrência da doença. A OMS também definiu que a doença causada pelo vírus deve ser chamada de Covid-19.
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