O professor acusado de injúria racial pela família de um estudante de 13 anos da Escola Estadual Oracy Corrêa Morais Rodine, do Jardim América, zona oeste, falou publicamente pela primeira vez sobre o caso. O homem foi demitido pela Secretaria de Estado da Educação, como publicou o Marília Notícia.
Em entrevista exclusiva ao MN, o docente – que prefere não se identificar – admitiu ter cometido o erro, mas disse que foi um mal-entendido. Segundo o boletim de ocorrência registrado pela família, o professor falou “senta, seu africano” para o aluno em sala de aula.
O caso, que teria ocorrido em 13 de agosto, tornou-se público apenas no fim do mês após a divulgação do caso e cobrança do MN de posicionamento por parte da Educação estadual. Na segunda-feira (1º), o professor foi comunicado da extinção de seu contrato temporário.
O docente argumentou ao MN que utilizava exemplos para contextualizar conteúdos didáticos. “O episódio relatado trata-se de um mal-entendido. Em nenhum momento tive a intenção de ofender ou discriminar o aluno”, disse.
“Sou casado com uma preta. E aí, sou preconceituoso?”, frisou o professor. Segundo ele, essa relação pessoal provaria que ele não teria atitudes discriminatórias. “Vim morar em Marília por causa dela. Amo minha esposa, e é irônico dizer que eu, casado com uma mulher preta, seria racista”, afirmou.
O professor encaminhou à reportagem carta apresentada à escola em que reafirma não ter tido a intenção de ofender o estudante. “Repúdio qualquer forma de racismo, injúria racial, preconceito ou discriminação. Como profissional, sempre prezo pelo respeito e ética”, escreveu.
Ele também relatou ao MN ter solicitado à direção a convocação dos pais do aluno por causa de supostos problemas de comportamento em sala, mas não foi atendido. “Nunca tive voz, simplesmente não tive direito de explicar”, declarou.
Ex-vendedor do ramo agropecuário, o professor havia iniciado sua nova carreira há menos de três meses “por amor à educação”, influenciado também pela esposa que é professora concursada. “Escolhi essa carreira por valores, pela chance de formar cidadãos e por uma vida simples, com fins de semana livres e férias em família”, completou.
Segundo o professor, a demissão o deixou sem trabalho e em estado de depressão. “Nem sei porque acabaram com o meu contrato. O diretor ligou e simplesmente falou que foi extinto”, afirmou. “Só queria voltar para o magistério e exercer a profissão”, concluiu.
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