Polícia

Soldador suspeito de abusar da enteada reage com violência e acaba preso

A polícia de Marília prendeu em flagrante, neste domingo (6), um soldador de 36 anos, acusado de agredir sua companheira, em uma avenida da zona oeste da cidade. Ele também é suspeito de ter praticado atos libidinosos contra uma criança de apenas oito anos, sua enteada.

O caso está em segredo de justiça e as informações não foram confirmadas pelas autoridades policiais, mas a reportagem apurou que a mãe da criança, uma mulher de 32 anos, procurou a polícia após um desentendimento em via pública.

Ela relatou que sofreu agressões físicas e verbais, além de ameaça de morte por parte do companheiro, após ter descoberto a situação grave sobre as filhas.

PERIGO DENTRO DE CASA

A mulher, que tem duas crianças – com idades de oito e cinco anos -, disse que ambas moravam com o casal. Ela contou que no início do mês as meninas revelaram ter sofrido ameaça de morte pelo autor. A mãe não acreditou.

No entanto, dias depois, uma das crianças revelou que o acusado tinha o costume de dar beijos na sua boca e tocar nas partes íntimas durante a madrugada, quando estavam deitados sob o mesmo cobertor.

A mãe disse que a menina alvo das carícias relatou situações em que o acusado teria ido até sua cama e cometido as violências.

A mulher afirmou que se recorda de datas em que o companheiro se ausentou do quarto, em que estaria sob efeito de entorpecentes.

A violência contra a companheira, segundo ela, se manifestou quando o confrontou sobre os abusos. A vítima teria relatado que foi agredida com tapas e empurrões, além de ser ameaçada de morte com frases como “eu mato você”.

Detido por policiais na frente de sua casa, o homem foi conduzido ao plantão policial e negou os crimes, mas confessou ter dado um tapa na companheira. Ele acabou preso em flagrante pela violência doméstica, injúria, ameaça e vias de fato, com agravantes da Lei Maria da Penha.

Já sobre os crimes sexuais, a polícia não registrou o flagrante por entender que cabe maior apuração dos fatos. O caso deve ser acompanhado agora pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).

A reportagem do Marília Notícia tentou obter mais informações junto à especializada e à equipe do plantão policial, mas a informação é que, pela natureza do caso, toda apuração ocorre sob segredo de justiça.

Carlos Rodrigues

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