Um dos últimos sobreviventes da internet brasileira dos anos 2000, o site de compartilhamento de fotos Flogão chega ao fim nesta segunda, 24. Para muita gente, mais surpreendente do que o encerramento é saber que o serviço ainda existia. Embora sem a popularidade de outros tempos, quando rivalizava com o americano Fotolog, o serviço abrigou até seus últimos dias comunidades um tanto específicas: caminhoneiros, jogadores do game Tibia, apreciadores de ônibus, fãs de pipas (os pipeiros) e grupos religiosos.
Nem sempre foi assim. No auge, entre 2007 e 2008, o Flogão tinha 25 milhões de acessos mensais e cerca de 7 milhões de perfis — a internet brasileira na época tinha 32 milhões de pessoas. Desde o surgimento, a proposta dele era clara: focar menos nas fotos e mais no caráter de rede social que popularizou o Fotolog e o Orkut no País.
“O Fotolog olhou para o Flickr para ser um repositório de fotos, mas logo foi ganhando o aspecto de rede social. Quando o Flogão chegou, olhou apenas para o lado social. A referência do Flickr não existia mais”, diz a apresentadora MariMoon. Ela não teve Flogão, mas virou celebridade digital com seu perfil no Fotolog exatamente na mesma época. Entre os famosos que tinham conta no site, está o jogador de futebol Paulo Henrique Ganso, hoje no Fluminense.
De fato, o Flogão não poderia ser especializado em fotos como é, por exemplo, o Instagram. Pouca gente tinha câmeras digitais e os poucos celulares com câmeras tinham resoluções precárias. Era comum fazer imagens, muitas vezes borradas, com webcams acopladas no topo do monitor. O bordão do site era “O Fotolog do seu jeito”. Mas, dadas as barreiras tecnológicas, poderia muito bem ter sido “O Fotolog do jeito que dá”.
O perfil mais visitado da história do site, por exemplo, não é dedicado a imagens do seu dono. Com quase 11 milhões de visualizações, o “dirrego” é dedicado a Tibia, jogo da Cipsoft que dominou as lan houses do Brasil no mesmo período de popularidade do Flogão.
Gerolamo se tornou uma celebridade na comunidade brasileira, sendo reconhecido nas ruas e nos eventos de fãs — chegou até a dar entrevistas a veículos que cobriam o game de RPG. “Foi uma experiência legal, aprendi bastante coisa”, diz. Ele conta que parou com o Flogão para se dedicar aos estudos e ao trabalho.
O fim
Em uma era na qual celulares e aplicativos se tornaram norma, é difícil entender como um serviço que foi projetado para a web de 2004 e para ser consumido via desktop ou notebook possa ter durado tanto tempo
No comunicado sobre seu encerramento, o Flogão sugere que os usuários do site criem contas num serviço chamado MeAdd.com, que lembra bastante o visual dos antigos flogs. A ideia, porém, não parece ser muito promissora, pois a sensação de abandono do site é latente.
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