Marília

Sindicato entra com ação para manter cobradores

Sindicato afirma que maior parte dos ônibus do transporte público em Marília não possuem cobradores. (Foto: Arquivo)

O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários e Urbanos de Marília e Região entrou na semana passada com uma ação civil pública na Justiça do Trabalho para garantir a manutenção dos postos de trabalho de cobradores nos ônibus coletivos ou o pagamento de 50% a mais aos motoristas que acumulam a função.

Em entrevista ao Marília Notícia, a advogada da entidade de classe, Adriana Ferrari, explicou que mês a mês esses os cobradores estão sendo demitidos. “O que se vê na maior parte dos ônibus do transporte público é o motorista trabalhando sozinho”, diz.

De acordo com Ferrari, ainda foi solicitado que o Ministério Público do Trabalho acompanhe o caso.

“Quem tem legitimidade para propor uma ação civil nesse caso é a entidade de classe ou o Ministério Público. O sindicato propôs e chama o MP para participar”, explica a advogada.

A ação foi distribuída e caiu na 1ª Vara do Trabalho. Segundo Adriana, o primeiro andamento que existe é uma tentativa de conciliação marcada para março de 2017.

Adriana fala que o assunto vem sendo pautado nas últimas duas negociações entre as empresas do transporte coletivo e os trabalhadores, mas não houveram grandes avanços.

“Foi tentado colocar um adicional com o nome de comissão ao motorista que efetuasse cobrança, mas o Sindicato nunca reconheceu essa comissão, nunca assinou um acordo coletivo sobre isso e dizíamos que entraríamos com a ação caso não houvesse acordo. Passou a última possibilidade de acordo e não deu em nada”, fala a advogada.

O sindicato questiona o contrato de licitação entre empresas e município, já que o documento previa os dois profissionais em cada veículo.

Também foi solicitada a apresentação da movimentação de funcionários por ano e mês. O objetivo é confrontar quais as funções existem na empresa e quais existiam. Ou seja, mapear as demissões dos cobradores.

OUTRO LADO

A AMTU (Associação Mariliense de Transporte Urbano) informou ao Marília Notícia que ainda não foi notificada pela Justiça sobre o tema em questão e se reservará ao direito de responder apenas nos autos quando for solicitada.
Leonardo Moreno

Leonardo Moreno é jornalista e atualmente cursa Ciências Sociais. Vê o jornalismo de dados como uma importante ferramenta para contar histórias, analisar a sociedade e investigar o poder público e seus agentes.

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