Médicos, enfermeiros, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicólogos, nutricionistas, assistentes sociais da Secretaria Municipal da Saúde e professores da educação especial da Educação participaram na sexta-feira (22) do ciclo de treinamento e plenárias organizado em Marília pelo TEA Itinerante, um projeto de âmbito internacional que conta com a participação de psiquiatras de Marília e também do Estado do Acre.
A iniciativa, organizada pelo Programa Municipal de Saúde Mental de Marília, foi dividida em dois períodos: período da manhã, voltado às equipes multiprofissionais do Centros de Atenção Psicossocial (Caps), assistentes sociais e educadores, e período da tarde, quando participaram médicos e as equipes dos núcleos prestadores de serviços – a exemplo da Apae, Clínica Aconchego e também Espaço Potencial. As palestras e mesas-redondas foram realizadas no anfiteatro da reitoria da Universidade de Marília (Unimar).
Foram aproximadamente 150 participantes, na soma dos dois períodos de capacitação. A iniciativa consistiu na primeira atividade em Marília do Programa Transtorno do Espectro Autista Itinerante, o TEA Itinerante, tendo como tema ‘Cuidado e Prática Interdisciplinar’.
O TEA Itinerante é coordenado em Marília pela psiquiatra Indra Durigan, que já esteve com o programa realizando atividades em Angola, país de língua portuguesa localizado na África. A médica trouxe para o evento em Marília outras duas integrantes do programa: a psicóloga Amanda Rossini, de São José do Rio Preto, e a terapeuta ocupacional Luciana Perroud, de Santo André. Todas palestraram nos dois períodos do evento.
Outros palestrantes da capacitação foram o psiquiatra Murilo Oliveira Santos e a psiquiatra Ângela Marques Fernandes Batista, ambos psiquiatras assistentes do ambulatório Caps Catavento.
Durante as plenárias houve exibições de vídeos com trajetórias de famílias que possuem filhos com TEA e sobre a experiência do TEA Itinerante em Angola. “Durante o evento, abordamos temas relevantes sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), com ênfase na complexidade do processo diagnóstico. Discutimos como esse diagnóstico exige uma anamnese e uma observação clínica detalhadas para identificar com precisão as características do TEA. Também abordamos como reconhecer e agir diante das disfunções sensoriais, oferecendo estratégias para lidar com essas alterações comuns no TEA. Além disso, explicamos de forma prática aos profissionais o processo de treinamento parental”, contextualizou Indra.
DESAFIOS
Sobre os maiores desafios atuais para os profissionais da Saúde quando o assunto é TEA, a psiquiatra observou que um destes desafios é realizar o diagnóstico precoce e preciso. “Isso porque a heterogeneidade dos sintomas e a sobreposição com outros transtornos tornam a identificação do TEA mais difícil. Para distinguir o TEA de condições com sintomas semelhantes, os profissionais precisam realizar uma avaliação cuidadosa e possuir experiência significativa”, explicou a médica.
“Além disso”, prosseguiu, “o tratamento é individualizado e necessita de uma equipe multidisciplinar (fonoaudiólogos, psicólogos, terapeutas ocupacionais, nutricionistas, entre outros), mas ainda enfrentamos a escassez de profissionais habilitados e famílias com poucos recursos para garantir esse engajamento. O acompanhamento exige uma abordagem integrada e coordenada entre os profissionais para assegurar a eficácia do tratamento. Por fim, o treinamento e apoio às famílias são igualmente essenciais. Garantir que os pais implementem estratégias de maneira consistente em casa é um desafio adicional, especialmente quando somado à sobrecarga emocional vivenciada pelos cuidadores”, concluiu a psquiatra.
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