Brasil e Mundo

Senado aprova projetos da ‘pauta feminina’

Em um esforço por causa do Dia Internacional da Mulher, celebrado hoje (8), o Senado aprovou nesta quarta-feira, 7, uma série de projetos que visam combater a violência de gênero. São três propostas que avançaram na Casa: a que torna crime o descumprimento das medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha; a que atribui à Polícia Federal investigações sobre mensagens misóginas (propagação de ódio ou aversão às mulheres) pela internet; e a que criminaliza a “vingança pornográfica”.

O PLC 4/2016 estabelece pena de detenção de três meses a dois anos para quem descumprir decisões judiciais com base na Lei Maria da Penha. Como já passou pela Câmara, o texto segue para sanção presidencial. As medidas protetivas são adotadas para proteger mulheres vítimas de algum tipo de violência doméstica ou familiar. As medidas podem ser o afastamento do agressor do lar ou local de convivência, a fixação de limite mínimo de distância em relação à vítima e a suspensão ou restrição ao direito de o agressor portar armas.

Além disso, o Plenário também finalizou a apreciação do projeto (PLC 186/2017), que autoriza a Polícia Federal a investigar a divulgação de mensagens misóginas (propagação de ódio ou aversão às mulheres) pela internet. Como também já passou pela Câmara dos Deputados, a proposta segue para sanção presidencial.

Vingança pornográfica

O PLC 18/2017 é o que enquadra o registro ou divulgação não autorizada de vídeos de intimidade sexual, a chamada “vingança pornográfica”, como forma de violência doméstica e familiar, com reclusão de dois a quatro anos e pagamento de multa. A matéria foi alterada no Senado e, por isso, retorna à análise da Câmara dos Deputados.

A versão aprovada no Senado foi o substitutivo da senadora Gleisi Hoffman (PT-PR), que aumentou a pena do projeto inicial – o texto estabelecia a reclusão de três meses a um ano, mais multa. Além disso, a proposta prevê uma punição para quem permitir ou facilitar o acesso de pessoa não autorizada ao conteúdo de exposição da intimidade sexual de alguém. O substitutivo traz ainda algumas opções de agravantes penais, como quando o crime é praticado contra pessoa incapaz de oferecer resistência ou sem discernimento apropriado.

Por sugestão do senador Roberto Rocha (PSDB-MA), foi incluída outra possível tipificação, a ser alterada no Código Penal, o “registro não autorizado da intimidade sexual”. Isso significa que, se o projeto for aprovado, será crime “produzir, fotografar, filmar ou registrar, por qualquer meio, conteúdo com cena de nudez ou ato sexual ou libidinoso de caráter íntimo e privado, sem autorização de participante”.

Agência Estado

Recent Posts

Marília vence etapa de abertura da Liga Oeste Paulista de Tênis de Mesa

Equipe local somou 1.970 pontos (Foto: Divulgação) Marília conquistou o título geral da etapa de…

18 minutos ago

Grupos espontâneos reúnem relatos e lutam contra o feminicídio em Marília

Aplicativo de mensagens, por meio de grupos, funciona como 'botão do pânico' para algumas mulheres…

20 minutos ago

Marília inicia organização do desfile de aniversário da cidade

Evento tradicional será realizado na avenida Sampaio Vidal (Foto: Divulgação) A Prefeitura de Marília iniciou…

4 horas ago

Pagamento do IPTU em Tupã é prorrogado e desconto é mantido

A Prefeitura de Tupã prorrogou o prazo para pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano…

4 horas ago

Campanha Março Lilás amplia prevenção ao câncer de colo do útero em Tupã

A Prefeitura de Tupã realiza ao longo de março a campanha Março Lilás, voltada à…

4 horas ago

Tupã inicia censo canino com coleta de sangue para detectar leishmaniose

Ação começou no conjunto habitacional Jamil Dualibi (Foto: Divulgação) A Subsecretaria de Proteção e Bem-Estar…

4 horas ago

This website uses cookies.