Clientes do Supermercado Confiança Esmeralda, em Marília, se irritaram no fim da tarde desta terça-feira (5) ao se depararem com a ausência de opções para levar suas compras para casa. Segundo relatos, por volta das 17h não havia sacolas plásticas de R$ 0,13 disponíveis para venda, nem caixas de papelão oferecidas como alternativa.
A única possibilidade era adquirir uma sacola retornável por R$ 4,99. Muitos consumidores, pegos de surpresa, acabaram tendo que carregar os produtos nas mãos ou pagar pelas sacolas mais caras. A situação foi verificada no local pela equipe do Marília Notícia por volta das 17h40.
O episódio acontece em um momento sensível, logo após a entrada em vigor da nova redação da chamada Lei das Sacolinhas, que passou a valer oficialmente em julho de 2025. A norma, criada originalmente em 2011, enfrentou disputas judiciais por mais de uma década. Em 2023, após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que declarou sua constitucionalidade, a legislação foi readequada pela Câmara Municipal, com novo texto e suspensão de eficácia por 18 meses.
Com a nova versão da lei, a distribuição gratuita de sacolas descartáveis feitas de polietileno, polipropileno ou similares foi proibida. A nova regra permite a cobrança pelas sacolas, desde que sejam reutilizáveis ou recicláveis, com pelo menos 51% de material proveniente de fontes renováveis ou reciclado, ou ainda do tipo retornável. A exigência de biodegradabilidade foi retirada da legislação atual.
Apesar das mudanças, uma das críticas mais frequentes dos consumidores é a desinformação. Funcionários de supermercados estariam sendo orientados a dizer que as sacolas mais baratas comercializadas são biodegradáveis. No entanto, apuração do MN mostrou que as embalagens verdes atualmente vendidas são produzidas com Polietileno de Alta Densidade (PEAD 2), o mesmo material utilizado antes da nova legislação.
O PEAD 2 não é biodegradável. Ele se fragmenta em microplásticos que permanecem no meio ambiente por séculos.
Outra reclamação recorrente é o custo adicional imposto ao consumidor. O valor das sacolas, antes embutido nos preços dos produtos, passou a ser cobrado separadamente — sem redução no valor das mercadorias. O resultado é lucro ampliado para os supermercados e mais gastos para os clientes.
A insatisfação já repercute na Câmara de Vereadores. Três projetos foram protocolados pedindo a volta da gratuidade das sacolas e a proibição da venda direta ao consumidor. As propostas ainda tramitam e podem ser votadas nas próximas sessões.
Procurada, a Associação Paulista de Supermercados (Apas), que representa o setor, afirmou que a situação segue normal e atribuiu o ocorrido a um caso pontual.
A assessoria do Supermercado Confiança também negou o problema, apesar da constatação feita pela equipe do MN.
“A rede segue rigorosamente a Lei Municipal de Marília em vigor, disponibilizando para comercialização tanto as sacolas retornáveis quanto as plásticas autorizadas, e recomenda que os clientes levem suas sacolas reutilizáveis”, afirmou em nota.
Pela segunda semana seguida, às vésperas da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do…
Velório aconteceu no Parque das Orquídeas em Marília (Foto: Divulgação) Familiares e amigos se despediram,…
Lar São Vicente de Paulo atende idosos há mais de nove décadas em Marília (Foto:…
O prazo para que as instituições privadas de educação superior aderirem ao processo seletivo do…
Três pessoas ficaram feridas em um acidente envolvendo dois carros na madrugada deste domingo (14),…
This website uses cookies.