Rafael Pascon está preso desde outubro do ano passado na Penitenciária 2 de Gália (Foto: Alcyr Netto/Marília Notícia)
Uma segunda denúncia de estupro envolvendo o médico Rafael Pascon dos Santos, de 43 anos, foi revelada nesta quarta-feira (22) pela Polícia Civil de Marília.
A nova acusação surgiu no momento em que o psiquiatra se apresentou à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) para o cumprimento de mandado de prisão preventiva.
De acordo com a delegada Darlene Rocha Costa Tozin, responsável pelo caso, os dois episódios teriam ocorrido no consultório do profissional, na cidade de Marília. Até então, apenas uma queixa havia sido divulgada publicamente.
Além dos supostos estupros, o psiquiatra é alvo de investigações por mais de 20 relatos de importunação sexual feitos por mulheres de Marília, Garça e Getulina.
“A prisão foi solicitada para proteger as vítimas e assegurar o andamento da apuração. Em liberdade, ele poderia comprometer provas ou influenciar testemunhas. As denunciantes estavam fragilizadas e receosas”, afirmou a delegada.
Rafael Pascon ainda não prestou depoimento. A oitiva deve ser realizada por videoconferência, diretamente da penitenciária. O inquérito deve ser concluído em até dez dias, segundo Darlene.
Ela também disse acreditar que o cumprimento da ordem judicial pode incentivar novas manifestações. “Ver a Justiça funcionando pode encorajar outras mulheres a falar. A Polícia Civil respondeu à sociedade com um trabalho sério e comprometido da equipe”, declarou.
Darlene reforçou ainda a importância de procurar ajuda logo nos primeiros sinais de abuso. “Ao menor indício de assédio ou importunação, denunciem. A palavra da vítima tem valor — especialmente nesses casos”, completou.
Defesa contesta prisão e nega acusações
A defesa do psiquiatra enviou nota ao MN em que critica a decisão da Justiça e nega as acusações. Leia a íntegra do posicionamento:
“A defesa do Dr. Rafael Pascon manifesta sua profunda perplexidade diante da decretação de sua prisão preventiva, medida extrema e absolutamente desnecessária, especialmente considerando que o investigado sempre se colocou à inteira disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos.
Reafirmamos, de forma categórica, que o Dr. Rafael Pascon é inocente das acusações que lhe têm sido imputadas e que jamais se furtou à investigação. Até o presente momento, ele sequer foi formalmente ouvido, o que demonstra a total falta de razoabilidade na adoção de medida tão gravosa.
A defesa confia que, com a análise técnica e parcimoniosa do caso, a Justiça reconhecerá a inexistência de elementos concretos que justifiquem a prisão e restabelecerá sua liberdade, permitindo que ele responda às apurações de forma digna e em respeito aos princípios constitucionais da presunção de inocência e do devido processo legal.
Por fim, reafirmamos nosso compromisso com a verdade e com a Justiça, certos de que os fatos serão devidamente esclarecidos e a inocência do Dr. Rafael Pascon restará plenamente demonstrada.”
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