Marília

Saúde cria plano para combater a dengue

O município de Marília passa a ter a partir desta sexta-feira (13) um Plano Municipal de Contingência Contra as Arboviroses (dengue, zika e chikungunya). O programa preventivo e reativo de 39 páginas criado pela Secretaria da Saúde quer evitar ou reduzir a incidência de mortes em decorrência destas doenças.

A dengue, por exemplo, já provocou a morte de 46 pessoas em 28 anos, sendo duas delas em 2021 e 35 apenas em 2015, ano que registrou maior índice de incidência, com 8% da população total do município contaminada. Foram 25.027 casos registrados na ocasião.

O Plano de Contingência foi criado em parceria com toda a rede de atenção à saúde e prevê tanto medidas preventivas como reativas ou operacionais em caso de epidemias. A documentação foi elaborado por uma equipe intersetorial composta por técnicos representantes da Vigilância Epidemiológica, Sanitária, Zoonoses, Atenção Básica, Urgências, Saúde do Trabalhador e gestor da SMS.

Em vigor desde essa sexta-feira (13), com publicação no Diário Oficial do Município de Marília (Domm), o plano traça série de procedimentos alternativos ao funcionamento normal de uma situação, frente a quaisquer eventualidades, sejam estas materiais ou pessoais, para uma reação rápida de intervenção.

“Em 2007, o município implantou Grupo Executivo de Vigilância em Saúde, para discutir ações de prevenção e controle da dengue. Depois, ele se tornou Grupo de Vigilância em Saúde e agora estamos implantando o Plano de Contingência, garantindo e já definindo quais os protocolos, procedimentos e medidas a se tomar conforme a necessidade que as situações de saúde exigirem”, explica o secretário municipal da Saúde, Cassio Luiz Pinto Júnior.

O plano não só oferece estratégias de ação e reação, como faz um histórico das doenças na cidade e ainda especifica e organiza tanto ambientes (locais), materiais e equipamentos necessários nos contingenciamentos a serem realizados no combate.

“Estamos, por exemplo, estocando cadeiras, poltronas e coberturas para instalação de postos temporários de atendimento a pacientes, para enfrentar uma situação como ocorreu em 2015, e agirmos de forma rápida, evitando maior prejuízo à população”, conclui o secretário.

Marcelo Moriyama

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