O tradicional Grupo Sasazaki, com sede em Marília, protocolou um pedido de recuperação judicial afirmando ter uma dívida acumulada de aproximadamente R$ 35 milhões. O documento foi apresentado no último dia 8 de janeiro, durante o recesso do sistema judiciário.
O pedido segue em análise na Vara Regional de Competência Empresarial e de Conflitos Relacionados à Arbitragem do Foro Especializado da 5ª Região Administrativa Judiciárias do Estado de São Paulo, que tem sede em São José do Rio Preto.
A recuperação judicial é um processo em que uma empresa recebe apoio da Justiça para suspender todas as ações de cobrança, que podem gerar penhora contra seu patrimônio, e realizar a negociação com todos credores, dentro de um determinado prazo.
O objetivo é elaborar uma programação de pagamento aos credores para ‘limpar o nome da empresa’ e continuar funcionamento, sem precisar descapitalizar para quitar as dívidas.
Antes mesmo do pedido principal, o grupo empresarial já havia apresentado um pedido de tutela antecipada em caráter antecedente, em 6 de novembro do ano passado, para suspender temporariamente as cobranças, até que fosse formalizada a ação de recuperação.
DÍVIDAS
Em seu pedido, a Sasazaki diz que os motivos que levaram o grupo a não honrar com todos os seus débitos são principalmente a perda no volume de vendas, a realização de empréstimos e divergências entre os sócios, que foi agravado pelo cenário da crise pandêmica, e as consequências da guerra entre Rússia e Ucrânia.
O passivo consolidado que foi apresentado pela empresa é formado por diversos tipos de dívidas. Do total de R$ 35.156.875,94, pouco mais de 17% é referente ao passivo trabalhista, avaliado em R$ 6.246.360,97. Dentro deste tipo de dívida, o principal motivo são as verbas rescisórias devidas a ex-funcionários. Um exemplo dessa situação é o de um ex-colaborador, que tem R$ 179.499,73 a receber da empresa.
Outro dado apresentado é a dívida com micro e pequenas empresas prestadoras de serviço, que atinge o valor de R$ 1.829.817,32 ou 5,2% do total. A grande maioria do débito, 77%, é concentrada em fornecedores, bancos e demais credores.
A RECUPERAÇÃO
O Grupo Sasazaki afirma, na ação, que tem condições suficientes para superar a crise financeira momentânea, mantendo em curso normal as suas atividades e assim mantendo a fonte produtora de recursos e de emprego para aproximadamente 370 famílias.
O MN entrou em contato com a empresa para comentar a situação e até o momento não houve retorno. O espaço segue aberto para manifestação.
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