Preso Marcelo Miranda é natural de Gália (Foto: Divulgação)
A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) revelou nesta sexta-feira (31) que pretende instaurar um procedimento apuratório para investigar a fuga do preso Marcelo Miranda do Hospital das Clínicas de Marília.
O preso de altíssima periculosidade estava internado no hospital para tratamento de uma bactéria altamente resistente desde o dia 15 de abril. Ele tem passagens por tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo, sequestro, cárcere privado e tentativa de homicídio.
Na noite da última quarta-feira (29), Marcelo Miranda rendeu um agente penitenciário com um simulacro de arma de fogo e fugiu do hospital. Após a fuga, a polícia também encontrou um celular que era utilizado pelo preso.
Marcelo Miranda recebeu diversas visitas de sua mulher, que não passava por revistas e nenhum outro procedimento de segurança. Ela é suspeita de entregar o celular e a arma falsa ao preso.
“A Pasta ressalta ainda que a autorização judicial para visitação de presos internados em hospitais permite que familiares realizem visitas no hospital em horários e dias determinados pela direção do nosocômio. Todo preso de regime fechado sempre é escoltado em hospitais, porém, a Pasta não tem jurisdição sobre o local, somente sobre as suas penitenciárias, ficando o agente impossibilitado de realizar revista em pessoas no local”, notificou a SAP.
“Nenhum preso durante cumprimento de pena pode ter acesso à celulares. Observamos ainda que foi aberto Procedimento Apuratório Disciplinar e Preliminar para averiguação do ocorrido”, finalizou a Secretaria.
Precarização
O Procedimento Apuratório Disciplinar e Preliminar aberto pela SAP deve averiguar o que ocorreu no hospital e até a condição do agente penitenciário no momento da fuga.
Para Luciano Novaes Carneiro, diretor do Sindicato dos Agentes Penitenciários de SP (Sindasp), o agente penitenciário rendido não deve ser penalizado pela precarização do governo do Estado de São Paulo.
“A função básica do agente penitenciário é manutenção da unidade. Infelizmente, devido a falta de efetivo da Polícia Militar, o agente penitenciário acaba fazendo essa atividade para ajudar tanto a unidade quanto o preso”, explicou Luciano Carneiro.
“Isso pode ocorrer nessas infelicidades, que o preso burla a vigilância através da família e arma esse ato de fuga. O agente penitenciário não pode chegar no quarto do preso, algemar o cara na parede e dar uma geral no quarto e em todos os locais. Não é dependência e nem jurisdição da SAP”, complementou o presidente.
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